Cultura

Thiago Fragoso discute machismo

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Crédito: Reprodução/Internet
Escrita em 1999 pelo dramaturgo e roteirista norte americano Stephen Belber, Tape é peça que flagra os primórdios da revolução de costumes num cenário conservador dos Estados Unidos – então caminhando para a eleição do republicano George W. Bush dois anos depois. E foi este o título escolhido por Thiago Fragoso para marcar seu retorno aos palcos em 2021, cinco anos após sua última incursão pelos palcos, no musical Garota de Ipanema – O Amor é Bossa (2016). Na obra de Belber, dois amigos se encontram após muitos anos separados. As tensões se sublinham quando a história de fracassos de um entra em conflito com a trajetória ascendente do outro. Embora dê a entender que será alicerçada por mais uma discussão acerca do sonho americano e do american way of life, Tape ganha outros contornos ao pôr em cena a figura de uma garota que namorou os dois amigos. A partir daí a peça toma contornos diferentes, discutindo temas como o machismo, a masculinidade tóxica e a intolerância, pondo em pauta o tema da desconstrução masculina, que seria discutida de forma mais crítica quase 20 anos depois. Sob a direção de Walter Lima Jr., e com elenco formado por Ângelo Paes Leme e Anna Sophia Folch, o espetáculo tem estreia prometida para o primeiro semestre de 2021. Essa será a segunda montagem do espetáculo em menos de um ano. Em 2019, o diretor Fernando Vilela encenou a obra com elenco formado por Malú Lomando, Jessé Schiaparelli, Roberto Narocci e Vini Hidieki.  

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