Cultura

Tomie Ohtake e Pompidou unem modernistas em mostra


Alucinação Parcial: Seis Imagens de Lênin sobre um piano (1931), de Salvador Dali: obra deu nome à exposição em SP
Crédito: Reprodução/Internet
Em parceria com o Centre Georges Pompidou, que trouxe obras de artistas como Salvador Dalí, Joan Miró, Kandinsky e Pablo Picasso, o Instituto Tomie Ohtake inaugurou ontem a mostra “Alucinações Parciais”. À primeira vista, quem entrar na sala expositiva do Tomie Ohtake pode estranhar a presença de apenas 23 quadros assinados por grandes artistas modernistas, tanto europeus quanto brasileiros. Nos últimos anos, o instituto recebeu exposições com centenas de quadros. Agora, a proposta é fazer uma “exposição-escola”, na qual durante todos os dias haverá programação educativa. “Era importante que viessem obras icônicas desses artistas, rapidamente reconhecidas”, diz Paulo Miyada, curador do Tomie Ohtake. “Trabalhando com uma quantidade compacta, as lacunas ficam visíveis”, diz o curador, que pretende fazer mais outras duas exposições do mesmo tipo, uma sobre o pós-guerra e outra sobre arte contemporânea. [caption id="attachment_20200" align="alignleft" width="300"]Alucinação Parcial: Seis Imagens de Lênin sobre um piano (1931), de Salvador Dali: obra deu nome à exposição em SP Alucinação Parcial: Seis Imagens de Lênin sobre um piano (1931), de Salvador Dali: obra deu nome à exposição em SP[/caption] A mostra recebeu obras que normalmente não saem do Pompidou, por integrarem exposições permanentes do centro cultural francês. Entre os eventos, haverá debates, aulas, palestras, workshops e performances. “As últimas megaexposições fizeram com que o público pulasse de 400 mil, para até 1 milhão”, diz Myiada. “Isso é ótimo, porque o Tomie sempre quis atrair não só um público já formado em arte.” O nome da mostra, “Alucinações Parciais”, é o mesmo de uma tela de Dalí em exibição. Myiada explica que o título faz relação com uma “alucinação ancorada à condição que traduzia esses artistas todos”. Fréderic Paul, curador do Centre Pompidou, acompanhou as negociações para a exposições e diz que estranhou quando apenas dez quadros de grandes artistas foram requisitados, mas compreendeu o objetivo do projeto. “Nós acabamos conhecendo apenas os artistas contemporâneos brasileiros”, diz. “Conhecemos os modernistas mais famosos, como Tarsila do Amaral, mas não conhecia, por exemplo, o trabalho de Ismael Nery. Tenho muito a aprender”, diz o curador francês. Serviço A mostra “Alucinações Parciais” vai até 10 de junho, de terça a domingo, das 11h às 20h. O Instituto Tomie Ohtake fica na avenida Brigadeiro Faria Lima, 201, em São Paulo. Telefone (11) 2245-1900. A entrada é gratuita.

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