Cultura

Virada Cultural volta à região central de SP com 1.200 atrações


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Crédito: Reprodução/Internet
Música cristã na praça da Sé, sertanejo na Luz, rap no largo São Bento e hits gays na República. Mais diversa e concentrada na região central, a 15ª Virada Cultural de São Paulo abarcará 1.200 atrações hoje (18) e amanhã (19) – no ano passado, foram 900. Sob o comando do secretário Alê Youssef, que assumiu a pasta da Cultura no início do ano, o evento sinaliza uma retomada do modelo pré-João Doria na prefeitura, implantado por José Serra em 2005 e seguido por Gilberto Kassab e Fernando Haddad. Hoje governador, Doria havia apostado em uma descentralização das atrações, espalhando-as pela cidade e esvaziando o centro. Em 2017, o resultado foi uma perda de público e uma festa de palcos mais vazios do que em anos anteriores. Testes como o uso do autódromo de Interlagos como equipamento foram um fracasso. Segundo a prefeitura, será a maior edição da história da Virada, para a qual o prefeito Bruno Covas (PSDB) espera público de 5 milhões de pessoas. É uma aposta ambiciosa. Youssef disse que até pretende inscrever a festa para tentar o posto de maior evento do gênero no mundo no "Guinness", o livro dos recordes. Anitta, Pabllo Vittar, Naiara Azevedo, Maria Rita e Sepultura estão na escalação. Um palco foi criado para homenagear Itamar Assumpção por 24 horas em frente ao Copan, na avenida Ipiranga. A programação de atrações gratuitas custará ao município R$ 18,6 milhões. É o mesmo valor investido na Virada do ano passado, que atraiu 3 milhões de espectadores, segundo a prefeitura. Contabiliza-se entre as 1.200 atrações uma adesão espontânea do setor privado. Haverá, por exemplo, programação na Casa de Francisca, na região central, com apresentações voltadas para a rua. O Sesc dá volume ao quadro com 18 de suas unidades. Segundo a organização da Virada, o investimento de casas que não fazem parte da rede pública chegam a somar R$ 7 milhões aos outros R$ 18 milhões já previstos. Serão 35 palcos no total, sendo 27 no centro e oito fora dele (o M'Boi Mirim, por exemplo, terá É o Tchan, que também estará na região central). O maior palco será o do Anhangabaú. Estão escalados para a Virada Seun Kuti & Egypt 80, banda do filho de Fela Kuti, com participação de Iza, e Ofertório (Caetano, Moreno, Zeca e Tom Veloso), além de nomes como o duo Anavitória, Rincon Sapiência + Àttooxxá, Ludmilla, Criolo, Vitor Kley, Emicida, Karol Conká, Grande Encontro (Elba Ramalho, Zé Ramalho e Geraldo Azevedo), Preta Gil, Nação Zumbi, É o Tchan, Trem da Alegria, Jojo Todynho, Céu+ Tropkillaz, Angela Ro Rô, Baco Exu do Blues, Demônios da Garoa e Moraes Moreira. Uma diferença neste ano é que a Paulista também estará fechada para automóveis (aberta para pedestres), e diversos equipamentos culturais da avenida símbolo de São Paulo constam desta lista de entidades que aderiram espontaneamente à virada. O Masp (aberto até meia-noite do sábado e reaberto às 10h do domingo) e o Itaú Cultural (até 3h, reabre às 9h), e o IMS (até meia-noite, reabertura às 10h) estão na lista. Quem ficar em casa também poderá acompanhar parte da programação, com exibições online realizadas pelo portal Spcine Play, que dará espaço especialmente a transmissão de atrações do Theatro Municipal e do centro da cidade. Também faz parte da festança a aposta em eventos gastronômicos, com barracas e food trucks espalhados –principalmente no centro da cidade. T_anitta-930x497

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