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11 dos 26 setores da indústria têm crescimento

Thiago Batista | 02/11/2019 | 10:00

Puxada pela produção de veículos automotores, a indústria registrou o segundo mês seguido de taxa positiva em setembro, com variação de 0,3%, informou nesta sexta-feira (1) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Porém, o crescimento foi na minoria dos setores analisados.

Apesar do segundo mês consecutivo de crescimento na indústria, algo que não acontecia desde março e abril de 2018, os números ainda são puxados por poucos setores, o que não é o ideal, segundo o IBGE.

“Esse crescimento da indústria está concentrado em poucas atividades: 11 das 26 mensuradas pela pesquisa. O ideal é que atinja um número maior de setores”, disse o gerente da pesquisa, André Macedo.

A influência positiva mais importante foi em veículos automotores, reboques e carrocerias, com 4,3% registrados, revertendo um recuo de 2,4% no mês anterior.

A mudança no setor de veículos pode ser explicada pelo aumento da demanda doméstica, após um mês anterior de perda da exportação para a Argentina.

Móveis (9%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (6,6%), produtos de metal (3,7%), bebidas (3,5%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (3,0%) e produtos de borracha e de material plástico (1,4%) também tiveram impactos positivos.

Por outro lado, reduziram a produção os ramos de impressão e reprodução de gravações (-28,6%), produtos do fumo (-7,7%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-4,6%), máquinas e equipamentos (-2,8%), indústrias extrativas (-1,2%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-0,8%) e outros.

Três das quatro grandes categorias econômicas ainda mostraram expansão na produção de setembro.

Registraram expansão as categorias de bens de consumo duráveis (2,3%), bens de consumo semi e não-duráveis (0,5%) e bens intermediários (0,2%).


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