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13% dos brasileiros usam a poupança para pagar contas do dia a dia

VINÍCIUS SCARTON | 31/07/2018 | 05:45

O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) apontou que, no mês de junho, 13,3% dos brasileiros usaram reservas financeiras para pagar as contas do dia a dia. O mesmo estudo detalhou que 9,8% dos consumidores se declararam endividados. A análise mostra ainda que os mais pobres são os mais “enrolados”, enquanto os ricos pertencem à fatia de “queima da poupança” por terem folga no orçamento. Na faixa dos que ganham até R$ 2,1 mil, 8,2% utilizaram reservas para despesas e 15,1% se declararam endividados. Já para aqueles que ganham acima de R$ 9,6 mil, 16,1% usaram as economias próprias, mas apenas 3,7% tinham dívidas. Já o levantamento do SPC Brasil mostrou um comportamento parecido com o do Ibre. Em maio, a entidade apurou que 40,5% das pessoas consultadas fizeram uso de reserva financeira para diversas finalidades. Desse total, 4,5% utilizaram as reservas porque ficaram desempregadas e 7,4% porque não tinham dinheiro suficiente para pagar as contas.

EM JUNDIAÍ
A esteticista Renata Aroca (27 anos) possui caderneta de poupança desde os 19 anos e, neste período, precisou utilizar o dinheiro aplicado em duas oportunidades para quitar gastos do dia a dia. “Na primeira ocasião estava desempregada e precisei pagar algumas contas mensais, além da pós-graduação, e gastei cerca de 30% das minhas economias”, recorda. Já no segundo caso, a esteticista afirmou que usou o dinheiro para pagar móveis e eletrodomésticos, pois mudou de endereço e está montando a nova casa. “Utilizei o dinheiro da caderneta de poupança para pagar essas despesas à vista ao invés de optar pelo parcelamento e contrair dívidas”, diz.

ESPECIALISTA
O educador financeiro do Canal do Youtube “Dinheiro à Vista”, Reinaldo Domingos, explicou que essa situação tem ocorrido há alguns anos no Brasil, pois o que as pessoas ganham e seus respectivos aumentos não suprem a elevação dos bens de consumo do dia a dia. São exemplo disso o crescimento de 15% da energia elétrica e a alta de 30% nos produtos alimentícios, visto que o salário médio dos trabalhadores expandiu no máximo 3% e o salário mínimo subiu R$ 12. “Com isso, existe uma necessidade das famílias buscarem por uma redução de despesas, a fim de estabelecer o equilíbrio entre o que ganha e o que gasta”, orienta.

Foto: Rui Carlos/Jornal de Jundiaí

Foto: Rui Carlos/Jornal de Jundiaí


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