Economia

Salário mínimo deve subir para R$ 1.102 com inflação acima do previsto

O INPC, que mede a inflação para famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos, fechou em alta acumulada de 5,45%


Salário mínimo passa a valer R$ 1.100 a partir desta sexta-feira
Crédito: Reprodução/Internet

O salário mínimo, atualizado de R$ 1.045 para R$ 1.100 no início deste ano, deve sofrer um novo reajuste e subir para R$ 1.102. O novo valor reflete o resultado da inflação de 2020, consolidado nesta terça-feira pelo IBGE, acima do que era esperado pelo governo federal. Com isso, não haverá aumento real para o salário mínimo.

O INPC, que mede a inflação para famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos, fechou em alta acumulada de 5,45%. O reajuste do salário mínimo havia sido calculado no final do ano passado com base numa alta esperada de 5,26%.

O Ministério da Economia havia afirmado que o valor do salário mínimo será reajustado para garantir o reajuste pela inflação —o que está prevista na Constituição.

Situação semelhante aconteceu na virada de 2019 para 2020. Em 31 de dezembro de 2019, foi anunciado que o salário mínimo seria de R$ 1.039. Em janeiro, quando foi divulgado o INPC de dezembro —que ficou acima da projeção inicial—, o valor foi ajustado para R$ 1.045.

Se confirmado o valor de R$ 1.102, essa será a quarta definição para o salário mínimo de 2021. No dia 15 de dezembro, o governo aumentou de R$ 1.067 para R$ 1.088 a estimativa para o salário mínimo. O valor constava de mensagem modificativa ao projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Em 31 de dezembro, o governo publicou uma Medida Provisória definido o mínimo em R$ 1.100.

Aumento de despesas

De acordo com o Ministério da Economia, para cada R$ 1 de aumento no salário mínimo, há elevação de despesas de R$ 351,1 milhões. Assim, o reajuste de R$ 14, ao passar de R$ 1.088 para R$ 1.102, criará gasto adicional de cerca de R$ 5 bilhões em 2021.

A equipe econômica destacou, na última quarta-feira (30), que a correção do valor do salário mínimo é obrigação constitucional e que não afeta o compromisso do governo com o teto de gastos e com o ajuste fiscal.

Apesar de entrar em vigor nesta sexta-feira, o novo valor precisa ser confirmado pelo Congresso Nacional já que o governo fez o reajuste por meio de uma medida.


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