Economia

Copom eleva taxa básica de juros de 3,5% para 4,25% ao ano

Aumento de 0,75 ponto percentual já era esperado pela maior parte dos analistas do mercado financeiro. Economistas estimam Selic em 6,25% ao final de 2021


Marcello Casal JrAgência Brasil
Edifício-sede do Banco Central no Setor Bancário Norte, em lote doado pela Prefeitura de Brasília, em outubro de 1967
Crédito: Marcello Casal JrAgência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (16) elevar Selic, a taxa básica de juros da economia de 3,5% para 4,25% ao ano.

A decisão já era esperada pela maior parte dos analistas do mercado financeiro, que previa aumento de 0,75 ponto percentual. Uma outra parte chegou a estimar elevação maior da Selic, de 1 ponto, para 4,5%.

Este foi o terceiro aumento da Selic em 2021. Em março, quando o Copom decidiu elevar a taxa pela primeira vez em quase seis anos, a Selic passou de 2% para 2,75% ao ano. Em maio, subiu de novo, para 3,5% ao ano.

Os economistas avaliam que o aumento da taxa continuará neste ano. A previsão é que a Selic termine 2021 em 6,25% ao ano, segundo pesquisa do Banco Central com mais de 100 instituições financeiras.

Consequências
O processo de alta dos juros, que teve início em março e deve prosseguir nos próximos meses, segundo especialistas, gera algumas consequências para a economia, entre as quais:

Reflexos nos juros cobrados pelos bancos, que já vêm sendo pressionados pelos "riscos fiscais" – aumento de gastos públicos – e também pela previsão de alta da inadimplência, além do quadro político e do ritmo da vacinação contra a covid-19;


A elevação da taxa de juros também influencia negativamente o consumo da população e os investimentos produtivos, impactando, assim, o emprego e a renda;


A alta do juro básico também aumenta a remuneração das aplicações financeiras no Brasil, estimulando o ingresso de recursos na economia e atenuando as pressões de valorização do dólar.


O aumento na taxa Selic também gera elevação de despesas com juros da dívida pública.


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