Economia

Bolsa brasileira reflete incerteza política e fiscal e acumula perda de 1,32% na semana

O Ibovespa, principal índice acionário do país, acumulou perda de 1,32% no período


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Bolsa cai com incerteza politica e fiscal
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As incertezas em relação ao ambiente fiscal doméstico e os dias recheados de balanços corporativos trouxeram uma semana de alta volatilidade para a Bolsa de Valores brasileira. O Ibovespa, principal índice acionário do país, acumulou perda de 1,32% no período.

Nesta sexta-feira (13) a Bolsa fechou em alta de 0,41%, aos 121.193 pontos.

"Foi uma semana tensa para o Ibovespa, muito motivada pelas idiossincrasias brasileiras. O foco fiscal foi o principal, com várias tensões em relação à concessão de benefícios e à votação da reforma tributária, o que não foi bem digerido pelo mercado", afirmou o diretor de renda variável da Valor Investimento, Pedro Lang.

Segundo o executivo, outro ponto importante para a Bolsa foram os balanços corporativos.

"Tivemos muitos resultados das empresas divulgados nesta semana que, inclusive, foram bem positivo e acima do esperado. Mesmo assim a Bolsa não conseguiu segurar", afirmou Lang.

A safra de balanços trouxe resultados de nomes como BTG Pactual, B3, Copel, JBS, Ultrapar, Americanas e Magazine Luiza, com várias ações reagindo com oscilações relevantes aos números do segundo trimestre e perspectivas para os próximos.

O analista da Clear Corretora Rafael Ribeiro ainda destaca o clima político bastante conturbado ao longo desta semana.

"O IBC-Br [índice de atividade econômica] também veio acima do esperado, o que eleva a expectativa de inflação. Com isso, a curva de juros segue ganhando força e, para o ano que vem, está cada vez mais clara a possibilidade de a Selic [taxa básica de juros] superar a faixa de 8%, o que acaba reduzindo o apetite por risco e ajuda explicar o pregão estável para o Ibovespa", afirmou Ribeiro.

Os mercados internacionais também tiveram um dia positivo nesta sexta-feira (13). Os índices Dow Jones e S&P 500 tiveram novas máximas recordes e engataram a segunda semana consecutiva de altas.

Ao final do pregão, Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq registrara avanços de 0,04%, 0,16% e 0,04%, respectivamente.

No câmbio apesar da queda de 0,19% no dólar nesta sexta, cotado em R$ 5,2460, a moeda americana conseguiu terminar a semana com alta acumulada de 0,23%, também refletindo todo o cenário doméstico de incerteza no âmbito fiscal e político.

Lá fora, o índice do dólar -que mede o desempenho da moeda frente a uma cesta de rivais- cedia 0,5%, a maior queda em três meses. Em 2021, o dólar sobe 1,05%.


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