Economia

Alívio sobre variante ômicron inspira altas nos mercados globais


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Nova variante
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A Bolsa de Valores brasileira subiu 1,70% nesta segunda-feira (6), a 106.858 pontos, alcançando a maior pontuação desde 11 de novembro.

O Ibovespa, referência do mercado acionário doméstico, respondeu de forma positiva à redução da pressão sobre o risco fiscal após a aprovação da PEC dos Precatórios pelo Senado, na semana passada, e, principalmente, ao noticiário relativamente tranquilizador desta segunda sobre os efeitos da variante ômicron do coronavírus.

Um estudo inicial com pacientes hospitalizados na África do Sul indicou que os sintomas são leves quando comparados aos provocados por outras variantes.

Nos Estados Unidos, os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq subiram 1,87%, 1,17% e 0,93%, respectivamente.

"O movimento de alta de hoje na Bolsa brasileira e no exterior está muito ligado à reabertura econômica, com a redução das tensões sobre a necessidade de eventuais novas medidas restritivas para evitar infecções por covid-19", diz Leon Abdalla, analista de investimentos da Rio Bravo.

Além disso, setores importantes para o mercado doméstico apresentaram altas. A Vale teve forte ganho de 5,54% em um dia de valorização dos contratos futuros de minério de ferro.

No mercado de petróleo, o barril do Brent saltou 5,08%, a US$ 73,43 (R$ 417,60). Isso ajudou a Petrobras a subir 0,63%, mesmo em um dia em que a CVM anunciou uma investigação sobre declarações do presidente Jair Bolsonaro quanto aos preços dos combustíveis.

O dólar fechou em alta de 0,28%, a R$ 5,6930, na sua maior cotação desde 13 de abril, quando a moeda americana superou os R$ 5,71.

Na máxima do dia, a divisa chegou a R$ 5,7020.

A expectativa de antecipação do aumento dos juros básicos nos Estados Unidos vem provocando uma valorização global do dólar e isso explica a alta frente ao real desta segunda, segundo Fernanda Consorte, economista-chefe do Banco Ourinvest.

"A melhora na atividade econômica [nos Estados Unidos] sugere elevação de juros", diz Consorte.

O Fed (Federal Reserve, o banco central americano) tem feito avaliações mais rigorosas sobre a necessidade de elevar os juros para combater a alta da inflação no país, que está no maior nível em 30 anos, e tende a ganhar mais impulso com o aquecimento da economia neste final de ano.


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