Economia

Ao menos 6 cidades da Grande SP reajustam tarifa de ônibus

Algumas cidades aguardam subsídio do governo federal para não reajustar a tarifa


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Ao menos 6 cidades da Grande SP reajustam tarifa de ônibus
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Ao menos seis cidades da Grande São Paulo iniciaram o ano com novas tarifas de ônibus, com preços que chegam a R$ 5,10, no caso São Bernardo do Campo. O valor, anteriormente em R$ 4,75, subiu no último domingo (2). Um outro município definiu aumento para o fim do mês e outra já havia subido as passagens em novembro de 2021.

Em nota, a Prefeitura de São Bernardo diz que a tarifa não era reajustada desde 2019 e que os tributos municipais não custeiam o transporte público com subsídios.

Diadema também reajustou a passagem para R$ 5,10. Entretanto, a cidade manteve o cartão SOU+Diadema em R$ 4,25.

Em Mauá, para quem paga em dinheiro na catraca, o preço da passagem vai subir de R$ 4,30 para R$ 5, mas a partir do próximo dia 28 de janeiro. Por outro lado, quem usa Bilhete Único terá o valor reduzido de R$ 4,30 para R$ 4,20. O decreto com as mudanças foi publicado em 29 de dezembro passado.

Segundo a prefeitura, para conseguir o cartão é preciso ir pessoalmente à Praça 22 de Novembro, s/nº, no térreo do Centro de Formação de Professores Dr. Miguel Arraes, ao lado do Terminal Municipal, das 8h às 18h. É preciso levar RG, CPF e comprovante de endereço.

Em Guarulhos, o preço passou de R$ 4,70 para R$ 5. Já para quem usa o Bilhete Único, o valor a ser pago passou de R$ 4,45 para R$ 4,90. A prefeitura também lembra, em publicação em seu site, que as passagens permaneceram congeladas nos últimos três anos.

Franco da Rocha reajustou a passagem de R$ 4,60 para R$ 5 logo no primeiro dia do ano.

Já os usuários do transporte público de Francisco Morato e de Itapecerica da Serra passaram a pagar R$ 4,90 e R$ 4,50, respectivamente, nesta segunda-feira (3). Os preços antes eram R$ 4,60 e R$ 3,75.

Há ainda passageiros de uma oitava cidade da Grande São Paulo que enfrentaram recente reajuste de tarifa. Suzano aumentou a passagem de R$ 4,40 para R$ 5 em 14 de novembro passado .

E outros três municípios, Cotia, Rio Grande da Serra e Taboão da Serra afirmam que reajustes pedidos pelas empresas de ônibus estão sendo estudados.

"As empresas que detêm a concessão do transporte público municipal protocolaram processo de reequilíbrio econômico, solicitando o reajuste tarifário de R$ 4,30 para R$ 5,40", diz a Prefeitura de Taboão da Serra, em nota. A gestão afirma que a documentação está em análise, mas que "não tem interesse em reajustar os valores".

No caso de Barueri, a prefeitura diz, também em nota, que não houve nenhum ato oficial reajustando o valor da tarifa, porém, não afirma se o preço da tarifa pode subir em breve.

São Caetano do Sul diz que "até o momento não há qualquer movimento".

Em Pirapora do Bom Jesus, os ônibus municipais continuarão neste ano com tarifa zero, implantada em 2020.

Outros municípios descartam reajustes, como Santo André e Osasco. E há os que estão na mesma situação da cidade de São Paulo, como Carapicuíba, à espera de subsídio do governo federal para não reajustar a tarifa.

Na capital paulista, o valor atual, de R$ 4,40, será mantido até a definição do Senado sobre a votação de um projeto de lei que prevê custeio da União para a gratuidade de idosos.

Segundo o prefeito Ricardo Nunes (MDB), essa gratuidade custa cerca de R$ 450 milhões ao ano para os cofres da administração municipal. O pedido para que o governo federal arque com esse custo foi feito pelos prefeitos em novembro passado.

A prefeitura prevê gastar mais R$ 500 milhões com subsídios se não tiver ajuda do governo de Jair Bolsonaro (PL) ou se não reajustar a tarifa. Em 2021, a administração municipal custeou cerca de R$ 3,3 bilhões para o transporte público.

A SPTrans, empresa ligada à prefeitura que administra o transporte público com ônibus, e a Secretaria Municipal de Transporte e Mobilidade Urbana sugerem reajuste de R$ 5,10 para repor a inflação dos dois últimos anos sem reajustes para não se aumentar os subsídios.

Nunes disse no último dia 23 de dezembro que a definição sobre reajuste poderá ficar para fevereiro, enquanto espera uma definição de Brasília.

"Eu conversei com o presidente do Senado, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e ele me falou que vai pautar para fevereiro o projeto onde prevê que o governo federal repasse aos municípios o valor da gratuidade do idoso", diz o prefeito. "Tendo em vista isso, que o senado só retorna em fevereiro, nos vamos manter a tarifa sem aumento até uma decisão do Senado Federal."

O prefeito afirma que já conversou com o governador de São Paulo e a decisão sobre o aumento da tarifa do transporte sobre trilhos será feito em conjunto e que, por parte do governo do estado, há o desejo de não aumentar também.


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