Economia

Alta do dólar não deve afetar as indústrias neste momento


Marcio Ribeiro, diretor do Ciesp Jundiaí
Crédito: Reprodução/Internet
O dólar comercial voltou a subir e fechou com o maior valor nos últimos 11 meses, na última quarta-feira (4), vendido a R$3,341, com pequena alta de R$ 0,002 (0,08%). Para o diretor do Grupo de Comércio Exterior do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) - Jundiaí, Marcio Ribeiro Julio, esse movimento (alta) é pontual. “A alta do dólar é fruto de uma instabilidade internacional, conjugada com o momento político um pouco complicado, pois existe uma guerra comercial entre Estados Unidos e China e deste cenário há uma incerteza no mercado internacional”, comenta. [caption id="attachment_20182" align="alignright" width="300"]Para Marcio Ribeiro Julio a alta do dólar é fruto de instabilidade internacional. Para Marcio Ribeiro Julio a alta do dólar é fruto de instabilidade internacional.[/caption] Já com relação ao Brasil, Marcio ressalta o problema doméstico, relacionado ao período eleitoral. “Até que ocorra uma definição de quem serão os candidatos haverá uma certa insegurança política.” Sobre a alta do dólar em si, o diretor explicou que o aumento não deverá afetar as indústrias neste momento e reforça que a balança comercial de Jundiaí é bastante deficitária. “As importações são sempre maiores do que as exportações, pois a região de Jundiaí é bastante industrializada e a maioria das indústrias para atender o Brasil demandam de fortes importações, sendo elas do setor automotivo, eletrônico, de máquinas e de energia, que dependem de importações.” Quanto às indústrias em Jundiaí, Marcio reforçou que a alta do dólar acaba impactando as operações de curto prazo. “Mas é importante perceber que para a empresa, não importa o dólar em alta ou em baixa, o que importa é o dólar estável e nós estamos percebendo que há um aumento importante na atividade industrial. O Ciesp aqui na cidade de Jundiaí tem feito um trabalho muito grande, no sentido de fomentar os negócios das empresas da região e com essa mentalidade nós estamos otimistas para a atividade econômica para o ano de 2018. E esperamos que essas situações pontuais não afetem o processo como um todo”, finaliza o diretor do Grupo de Comércio Exterior do Ciesp Jundiaí.

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