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Atacarejos esperam ampliar negócios e atividades do setor

SIMONE DE OLIVEIRA | 16/01/2019 | 05:00

A mudança de perfil dos conhecidos atacarejos, setor que une as duas formas de compras, o atacado e o varejo, tem atraído a atenção de muitos consumidores em todo o Estado, e em Jundiaí não é diferente. Da dona de casa ao comerciante, o setor tem crescido em público e faturamento e a expectativa para este ano é manter este viés. Mesmo sem divulgarem o faturamento de 2018 por conta de estratégia de mercado, muitos se antecipam em afirmar que o aumento no faturamento para 2019 é certo: alguns já projetam o crescimento na casa dos 20%. O consumidor quer unir preço e variedade no mesmo lugar.

A Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (ABAD) diz que a entidade irá aguardar os resultados preliminares de dezembro para falar sobre as projeções deste ano. Esses resultados antecedem os números consolidados do Ranking ABAD e só devem estar disponíveis no fim deste mês. Mesmo sem estes valores, a entidade antecipa que este setor continua crescendo e todos os envolvidos estão otimistas para este ano, inclusive com metas superiores a 2018.

A reportagem do JJ procurou as assessorias de todos as atacarejos situadas na cidade, Roldão, Assaí, Tenda, Atacadão, Giga e Vencedor, para saber suas expectativas para o setor. Apenas o Assaí e o Atacadão retornaram até o fechamento desta edição. Segundo o diretor regional do Assaí Atacadista, José Novaes, em 2018 a rede inaugurou 18 novas unidades no Brasil e fechou o ano com vendas brutas de R$ 24,9 bilhões, expansão de 24,2% em relação ao ano anterior.

No último trimestre do ano, o crescimento do Assaí foi de 23,6%. Para este ano acredita em um aumento acima dos 20%. “Por sermos uma empresa de capital aberto, não podemos abrir o montante de investimento previsto para este ano. O que podemos dizer é que a rede está em um ritmo acelerado de expansão, com a previsão de abertura de mais 20 novas lojas em todo o Brasil.”  Segundo Novaes, os consumidores são atraídos pelo preço e variedade dos produtos disponibilizados nas prateleiras. “Nos últimos cinco anos, observa-se nas lojas de atacado um crescente movimento dos consumidores finais, atraídos pelo preço baixo e economia características do setor”.

Já a rede Atacadão mantém um forte ritmo de expansão, que ganhou força nos últimos 10 anos. “Investimos com visão de longo prazo, observando o crescimento desse mercado e do número de clientes que cada vez mais descobrem as vantagens de comprar nas nossas lojas”, afirma Roberto Müssnich, CEO do Atacadão. Em 2019 a rede investiu cerca de R$ 1,4 bilhão na abertura de 20 lojas de autosserviço, mesmo número de unidades que serão abertas este ano. “A cada nova loja, contribuímos com as economias locais e com a geração de empregos, oferecendo ainda a melhor opção de compra aos consumidores. Ao longo deste ano, vamos manter uma expansão equilibrada entre capitais, interior e novos mercados”, ressalta Müssnich.

Para os consumidores, fazer compras em um lugar que une preço baixo com quantidade é a melhor escolha quando o assunto é economizar. Assim tem feito a comerciante Amanda Torres Neumann, de 33 anos, moradora do Parque Eloy Chaves. Ela faz compra duas vezes na semana e acredita em uma economia de 10%. “Além de serem mais baratos é possível comprar em grande quantidade. Eu trabalho com alimentação e é sempre interessante comprar nestes lugares”, diz.

O presidente do Sincomercio Jundiaí e Região, Edison Maltoni, diz que a instalação de atacadões na Região é bem-vinda por que as empresas realizam um estudo antes de se instalarem em uma cidade. E se elas estão vindo é porque sabem do potencial de Jundiaí. “A geração de emprego é certa e, consequentemente, as pessoas empregadas gastam e isso movimenta a economia.”

Rui Carlos

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