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AVA pretende tornar Jundiaí a capital do Espumante Paulista

vinícius scarton (vscarton@jj.com.br) | 31/03/2018 | 06:23

Com a pretensão de tornar Jundiaí a capital do Espumante Paulista, o presidente da Cooperativa de Produtores de Vinho (AVA), Amarildo Martins, celebra a liberação da fabricação do produto com o vinho extraído da uva Niágara (uva de mesa), por parte do Ministério da Agricultura.

De acordo com ele, a informação chegou ao seu conhecimento há cerca de 20 dias. “Essa notícia foi muito comemorada, pois se trata de uma verdadeira conquista, que sinceramente achava difícil de acontecer. A AVA até estava trabalhando no desenvolvimento de outro produto, com um nome diferente de espumante”.

Jundiaí é conhecida como a Terra da Uva, principalmente pela produção de uva Niágara Rosada, difundida por todo o Brasil. Os vinhos feitos com essa uva são bem apreciados. “Porém, no caso do espumante, o produto com gás fica muito melhor, devido à leveza do vinho, consumido na época do verão e também em festas”, explica Martins.

Sobre o espumante, o presidente da AVA projeta que o consumo deverá ser muito maior. “Esse novo produto é mais um item dentro das propriedades, que será fonte de renda. Eu luto e acredito que o município de Jundiaí venha a se tornar a Capital do Espumante Paulista, baseado na uva Niágara”. conta.

Segundo Amarildo Martins, o verdadeiro trampolim para os produtores será a comercialização do espumante. Foto: Alessandro Rosman

Segundo Amarildo Martins, o verdadeiro trampolim para os produtores será a comercialização do espumante. Foto: Alessandro Rosman

Atualmente, a Cooperativa de Produtores de Vinho de Jundiaí (AVA) possui 16 membros e nem todos fabricam o espumante. “Deste grupo, apenas 6 produtores fabricam o espumante, mas fora da cooperativa existem outros que já estão iniciando essa produção”, descreve.

Segundo Amarildo Martins, o verdadeiro trampolim para os produtores será a comercialização do espumante. “A fabricação já é feita há algum tempo, através de experiência, como um lote piloto. A partir do registro, a comercialização será automática e a divulgação poderá ser feita”, comenta.

O presidente da AVA confirmou que o pedido de registro já está em andamento e acredita que no prazo de 20 dias terá o retorno positivo. “A partir desta liberação, os produtores já estarão aptos a comercializar o produto.”

Quanto ao trâmite de registro, o líder da associação informou que logicamente haverá um custo, mas o valor é considerado normal e já está dentro do orçamento dos produtores.

PRODUÇÃO
Em Jundiaí, de um modo geral, a uva foi colhida em dezembro de 2017 e janeiro de 2018 e, com esse produto, foi feito o vinho. Já para os meses de junho e julho, o mesmo já estará bom para o consumo e, segundo Martins, poderá ser transformado em espumante. “Por aqui, usamos o método tradicional para fabricar a bebida, que gera gás natural dentro da própria garrafa. Esse método é lento, pois o ideal é utilizar o vinho com um ano de vida. Depois, é feita a inoculação da levedura e o produto é colocado dentro da garrafa, permanecendo no mínimo 30 dias, quando entra em dormência e passa por limpeza e rotulagem até a comercialização”, encerra.


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