Jornal de Jundiaí | https://www.jj.com.br

Banco Central mantém taxa Selic em 6,5%

FOLHAPRESS | 19/06/2019 | 19:37

A estabilidade da taxa básica de juros mantém a poupança como um investimento mais atrativo que a maioria dos fundos de investimento de renda fixa, em especial aqueles com taxas de administração mais altas, de acordo com simulações feitas pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).

Nesta quarta (19), o Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu manter a Selic em 6,5% ao ano, em linha com a expectativa do mercado. A taxa completa 15 meses no atual patamar, o menor da história. Neste cenário, a Anefac estima o rendimento mensal da poupança em 0,37%.

Pelas contas da associação, os fundos de investimentos tem um rendimento superior às contas da poupança apenas quando suas taxas de administração são de até 1% ao ano, ou quando o prazo de resgate é superior a dois anos com uma taxa anual de até 1,5%.

As modalidades de investimento empatam em rendimento nos casos em que a taxa de administração do fundo é de 1% com resgate em até 6 meses e naqueles em que a taxa é de 1,5% e o resgate acontece no intervalo de um a dois anos. “Mesmo com a redução da Selic, a poupança vai continuar se destacando frente aos fundos de renda fixa por não pagar imposto de renda nem taxas de administração. Este fato deverá provocar em reduções nos custos das taxas de administração de fundos dos bancos para não perderem clientes”, afirma Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor executivo de estudos e pesquisas econômicas da Anefac.

Selic
Os juros estão no patamar atual desde março de 2018, quando o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC encerrou o ciclo de cortes iniciado em 2016 e colocou a Selic em sua mínima histórica.

A divulgação de dados econômicos deste primeiro semestre, que indicam cenário de estagnação ou até recessão, além de queda na inflação, aumentou as apostas de que o BC iria sinalizar na reunião desta quarta cortes na taxa básica até o final do ano.

O BC tem afirmado, no entanto, que há fatores que devem ser considerados, como a frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas econômicas.

A projeção para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2019 está em 0,93%, abaixo do verificado nos dois anos anteriores (1,1%).

Além de dados que indicam atividade econômica fraca, foram divulgados nas últimas semanas números que mostram queda da inflação. O IPCA (índice de preços ao consumidor) está em 4,66% no acumulado dos últimos 12 meses. A projeção para o ano é de 3,84%, para uma meta de inflação de 4,25.


Leia mais sobre |
Link original: https://www.jj.com.br/economia/banco-central-mantem-taxa-selic-em-65/
Desenvolvido por CIJUN