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Boletos têm de ser pagos normalmente

Angelo Augusto Santi | 19/03/2020 | 06:00

Os efeitos da pandemia do coronavírus já começam a ser sentidos pela população, que teve seu dia a dia totalmente alterado pelas medidas preventivas que precisam ser adotadas. Uma das dúvidas mais frequentes tem sido em relação ao não pagamento de contas e boletos, seja por fechamento dos estabelecimentos que recebem, ou por problemas financeiros daqueles que tiveram suas fontes de renda prejudicadas pela nova rotina.

O advogado César Picolo explica que a quarentena por conta da pandemia “é uma atenuante, mas não uma excludente de ilicitude, e que os serviços básicos não podem ser interrompidos completamente, ainda mais se houver o não cumprimento dos vencimentos das dívidas.” Isso significa que a recomendação para isolamento da população não exclui a obrigação de se quitar parcelas, boletos, contas de água e luz etc.

Nos casos de crédito bancário, os clientes pessoas físicas ou micro e pequenas empresas dos cinco maiores bancos do país podem pedir prorrogação, por até 60 dias dos vencimentos de dívidas. A medida não vale para cheque especial e cartão de crédito. A renegociação de dívidas foi autorizada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), no último dia 16.

“Nos casos de dívidas com o próprio banco, crédito pessoal e empréstimos é possível fazer uma renegociação pelo aplicativo do banco para prorrogação do pagamento em 60 dias. Porém, nos casos de contas de telefone, carnês, boletos e afins, o cliente é obrigado a pagar dentro do vencimento”, explica Lucas Pincinato, gerente de relacionamentos de uma agência bancária.

O conselho facilitou a renegociação de operações de créditos de empresas e de famílias que possuem boa capacidade financeira e mantêm operações regulares e adimplentes ativas, permitindo ajustes de seus fluxos de caixa. Ao fazer o pedido, também é preciso confirmar com o banco se não haverá acúmulo de prestações, passados os 60 dias, com as que estão por vencer.

Não é necessário ir presencialmente na agência bancária. O cliente pode ligar para seu gerente e usar os canais eletrônicos para entrar em contato com seu banco.

Já nos casos de quem tem investimentos na Bolsa de Valores, a maior parte dos especialistas em mercado de ações recomenda aos investidores que não tomem nenhuma atitude no calor da situação ou por medo. Uma vez que se vende os papéis em queda, o prejuízo se confirma e torna-se irreversível.

Caso a crise se mostre menos grave do que o que parece a princípio e a Bolsa se recupere, quem permanece com suas ações evita essa perda. O investimento em ações deve sempre ser realizado pensando no longo prazo, então operações que consideram apenas a tendência do dia ou da semana devem ser evitadas.


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