Economia

Bolsa dispara pelo 2º pregão seguido e apaga perdas da pior semana em 12 anos

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Crédito: Reprodução/Internet
A Bolsa brasileira disparou pelo segundo pregão seguido nesta quarta-feira (25), com alta de 7,50%, a 74.955 pontos, o maior patamar desde 13 de março, antes das fortes quedas da semana passada, que foi a pior semana do Ibovespa desde a crise de 2008. Investidores estão otimistas quanto ao pacote econômico de cerca de US$ 2 trilhões que pode ser aprovado pelo Senado americano nesta semana. Na terça (24), o Ibovespa subiu 9,7% com o acordo entre democratas e republicanos para a aprovação da medida, que visa aliviar o impacto da pandemia do coronavírus. O líder democrata no Senado dos Estados Unidos, Chuck Schumer, chamou a iniciativa de "maior pacote de resgate na histórica americana", descrevendo-a como o "Plano Marshall" para hospitais e necessidades médicas, em referência ao programa financiado pelos EUA que ajudou a reconstruir a Europa após a Segunda Guerra Mundial. O texto do acordo ainda não foi divulgado, porém, de acordo com agências de notícias, deve incluir US$ 500 bilhões em empréstimo e assistência a grandes companhias, especialmente aéreas, cidades e estados. Também haverá recursos para famílias, por meio de cheques. Apesar do acordo entre os partidos, um grupo de senadores republicanos se opõe a medidas para desempregados, alegando que elas podem incentivar americanos a deixar seus empregos. Em resposta, o senador Bernie Sanders, pré-candidato democrata à presidência, dos EUA disse que pode adiar a votação caso os republicanos não retirem suas objeções ao auxílio de desempregados. A expectativa era de que o projeto fosse aprovado ainda neta quarta pelo Senado e, na quinta, pela Câmara. O movimento de Sanders minou os ganhos das Bolsas ao fim do pregão. Dow Jones subiu 2,39%, S&P 500, 1,15% e Nasdaq caiu 0,45%. Já o dólar caiu pelo segundo pregão seguido e foi a R$ 5,0340, queda de 0,98%. O turismo está a R$ 5,1940 na venda.

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