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Bolsas pelo mundo têm o pior dia em mais de 30 anos

Da Redação | 12/03/2020 | 19:39

Nesta quinta-feira (12), as Bolsas de Valores do mundo tiveram o pior pregão desde 19 de outubro de 1987, período conhecido como Segunda-Feira Negra, no qual o índice Dow Jones desabou 22,61%.

Nesta sessão, o índice americano caiu 9,99%. O S&P 500 recuou 9,51% e Nasdaq, 9,43%.

A Bolsa de Valores brasileira escapou do terceiro circuit breaker do dia por pouco. Por volta das 13h50, o Ibovespa cedia 19,60% quando o Fed, banco central americano, anunciou compras de títulos do Tesouro americano, o que aumenta a liquidez no mercado financeiro.

A medida inverteu a aceleração da queda do Ibovespa, que reduziu perdas para 14,78% ao fim do pregão. Caso a marca de 20% de queda fosse atingida, um terceiro circuit breaker (paralisação das negociações) seria acionado, desta vez, por tempo indeterminado.

No início das negociações desta quinta, o mecanismo foi acionado duas vezes. A primeira foi logo na abertura do pregão, às 10h21, quando a Bolsa chegou a cair 11,65%. A parada foi de meia hora. A segunda foi às 11h12, quando o índice recuou 15,43%.

Nesta semana, o circuit breaker foi acionado quatro vezes, reflexo da piora da percepção dos danos que serão causados pelo coronavírus sobre a economia global.

Com o tombo, o índice fechou cotado a 72.582 pontos, no menor patamar desde junho de 2018, antes da corrida eleitoral que elegeu Jair Bolsonaro presidente.

Nos Estados Unidos, a Bolsa de Nova York também acionou o circuit breaker no início do pregão desta quinta, parando negociações por 15 minutos, quando o índice S&P 500 caiu mais de 7%.

As quedas dos índices, assim como a da Bolsa brasileira, desaceleraram com a noticia de que o Fed de Nova York vai injetar US$ 1,5 trilhão em operações de “repo”, sigla para repurchase agreement (contrato de recompra, na tradução livre).

Tais operações se assemelham a operações compromissadas. Nela, o Fed compra títulos do tesouro americano de agentes do mercado por um período determinado, concedendo dinheiro para as instituições. Essa é uma maneira do regulador conceder liquidez ao mercado em momentos de stress financeiro.

O Fed vai oferecer US$ 500 bilhões em operações de repo de três meses nesta quinta. Na sexta, serão mais de US$ 500 bilhões em repos de três meses e outros US$ 500 bilhões em operações de um mês.

No Brasil, após o Banco Central (BC) realizar quatro leilões à vista, o dólar reduziu alta e fechou a R$ 4,779, novo recorde nominal. Na abertura do mercado, a cotação da moeda ultrapassou os R$ 5 pela primeira vez na história.

Na Europa, índices acionários que reúnem as maiores empresas da região tiveram as piores perdas da história nesta quinta. O FTSEurofirst 300 caiu 11,53%, a enquanto o índice pan-europeu Stoxx 600 perdeu 11,48%.

Desde fevereiro, o STOXX 600 perde quase um terço de seu valor de mercado. Em outra indicação dos distúrbios no mercado, o Índice de Volatilidade do Euro Stoxx, considerado uma medida de medo para os mercados, subiu para o nível mais alto desde a crise financeira de 2008.

O índice de volatilidade VIX, baseado no mercado americano, também volta aos níveis de 2008, com alta de 24%.

Ação do BC americano impede 3º circuit breaker

A Bolsa de Valores brasileira escapou do terceiro circuit breaker desta quinta-feira (12) por pouco. Por volta das 13h50, o Ibovespa cedia 19,60% quando o Fed, banco central americano, anunciou compras de títulos do Tesouro americano, o que aumenta a liquidez no mercado financeiro.

A medida inverteu a aceleração da queda do Ibovespa, que reduziu perdas para 13,7% por volta das 15h23. Caso a marca de 20% de queda fosse atingida, um terceiro circuit breaker (paralisação das negociações) seria acionado, desta vez, por tempo indeterminado.

No início das negociações desta quinta, o mecanismo foi acionado duas vezes. A primeira foi logo na abertura do pregão, às 10h21, quando a Bolsa chegou a cair 11,65%. A parada foi de meia hora. A segunda foi às 11h12, quando o índice recuou 15,43%. Nesta semana, o circuit breaker foi acionado quatro vezes, reflexo da piora da percepção dos danos que serão causados pelo coronavírus sobre a economia global. Acompanhe aqui ao vivo.

Com o tombo, o índice é cotado ao redor de 70 mil pontos, no menor patamar desde setembro de 2018. Nos Estados Unidos, a Bolsa de Nova York também acionou o circuit breaker no início do pregão desta quinta, parando negociações por 15 minutos, quando o índice S&P 500 caiu mais de 7%. No momento, Dow Jones cai 8,5%, S&P 500, 6,2% e Nasdaq, 7,6%.


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