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Brasil passa o México e se torna o 2º mercado de jatos executivos

| 12/08/2014 | 00:07

O predente e diretor-executivo da divisão de jatos executivos da Embraer, Marco Túlio Pellegrini, disse ontem, 11, que o Brasil deve ultrapassar o México neste ano em número de aviões executivos e se tornar o segundo mercado do mundo. Segundo ele, ambos os países possuem uma frota de cerca de 830 unidades, ainda muito distante dos Estados Unidos, com aproximadamente 13 mil aeronaves. “Este ano o Brasil já vai passar o México”, afirmou Pellegrini, durante coletiva de imprensa.

O executivo alertou, porém, que a aviação executiva sofre com a desaceleração das economias dos países do BRIC e que o México pode se beneficiar de uma potencial recuperação do mercado norte-americano. O lançamento do jato Legacy 500 deve impulsionar as vendas da Embraer neste segmento e proporcionar, segundo Pellegrini, que o Brasil se torne o segundo maior mercado de aeronaves executivas do planeta.

“Historicamente, nos últimos cinco anos, o Brasil só ficou atrás dos Estados Unidos em compra de jatos executivos”, disse o diretor de Marketing e Vendas para a América Latina da divisão de jatos executivos da Embraer, Breno Corrêa.

Desaceleração mundial – O presidente disse ainda , esperar um crescimento lento do mercado de jatos executivos no mundo, decorrente de incertezas quanto à economia europeia e da desaceleração da atividade dos países do chamado Brics. De acordo com ele, a velocidade de recuperação desse segmento de aeronaves dependerá do tempo que a economia dos Estados Unidos levar para se reerguer.

“Essa via de crescimento deixou de existir e não tem ajudado na entrega de novas aeronaves”, disse o executivo, a respeito dos Brics, composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul “Nos próximos anos haverá crescimento lento pela não vontade de substituir aviões existentes e pelo desaquecimento dos Brics.”


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