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Coca-Cola transfere distribuição de Jundiaí para Sumaré

| 04/10/2014 | 10:01

Em uma área de 113 mil metros quadrados, a Coca-Cola FEMSA aumentará sua capacidade de armazenamento de 7,5 mil para 12,8 mil pallets com a transferência do Centro de Distribuição (CD) da empresa de Jundiaí para a cidade de Sumaré, interior do estado. A mudança causou a demissão de 70 trabalhadores em Jundiaí.

O novo CD começou a operar nesta segunda-feira (07) e 40% dos colaboradores foram transferidos com a empresa, de acordo com o vice-presidente jurídico de assuntos corporativos da Coca-Cola, Eduardo Lacerda.

“Os 60% que não aceitaram a mudança foram demitidos, mas com um pacote de benefícios incluindo vale alimentação, seguro de saúde e um plano financeiro base por ano de registro”, explica Lacerda, comentando que houve uma negociação antecipada para que os funcionários pudessem optar por ir, ou não, para Sumaré com a empresa. Ao todo, o CD em Jundiaí contava com cerca de 180 colaboradores.

Embora a produção da Coca-Cola FEMSA continue em Jundiaí, a mudança do CD faz parte de uma estratégia de redesenhar o mapa logístico e Sumaré se destacou pela proximidade com rodovias e pelas cidades que passarão a ser atendidas com mais agilidade a partir do novo endereço.

A empresa ganhará em produtividade, de acordo com o vice-presidente jurídico, considerando que as operações no novo CD serão somadas com o investimento, em Jundiaí, em um armazém vertical de última tecnologia. “Ganharemos em eficiência e em agilidade”, pontua Lacerda. Segundo ele, Jundiaí não terá perda alguma com a transferência do Centro de Distribuição.

“É só um redesenho da malha logística mesmo”, garante, explicando que a arrecadação de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias) continuará sendo feita pelo poder público jundiaiense, já que a produção da fábrica não mudará de endereço. “Pelo contrário, Jundiaí ganhará mais, já que nossa produção deve aumentar com o novo armazém vertical”, acrescenta. Além do investimento na cidade, em Sumaré o CD custou cerca de R$ 82 milhões para a empresa.

MERCADO DE TRABALHO
Embora as demissões tenham impacto no mercado local, o presidente do Sindicato dos Alimentícios de Jundiaí, Edilson Carvalho, comenta que boa parte dos colaboradores já têm proposta de recolocação profissional.

“A negociação com a empresa começou em janeiro e houve acordo para o pacote de benefícios. E mesmo os funcionários que se mudaram, ganharam seis meses para decidirem se querem mesmo ficar em Sumaré. Caso mudem de ideia, a empresa irá demiti-los e terão todos os direitos trabalhistas pagos”, explica. “Em Jundiaí, para quem ficou, o mercado está aquecido”, completa.


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