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Coleta de resíduos eletrônicos em alta

| 19/10/2014 | 22:50

Com apenas 1 ano e meio de atuação em Jundiaí e Região, a Ecotronics Ambiental aumentou de uma para sete toneladas mensais o volume de resíduos eletrônicos coletados em indústrias, comércios e residências. A empresa faz a descaracterização dos produtos coletados, como computadores, notebooks, televisores, CDs players e revende o material para fábricas.

Os sócios Samuel Elder e Júlio César de Oliveira acreditam que a lei vai ajudar a elevar o nível de conscientização entre as empresas sobre a necessidade de descartar corretamente os aparelhos eletrônicos. “Nosso forte crescimento pode ser explicado, entre outras razões, pelo fato de fornecermos a documentação atestando que a empresa descarta corretamente esse tipo de lixo. Esses documentos são exigidos em processos de implantação de selos de qualidade, como por exemplo ISO, e isso é um diferencial importante”, afirma Elder.

Para Oliveira, está provado que o rigor da lei tem um efeito positivo no descarte correto dos resíduos. “Podemos citar o exemplo dos pneus. O reaproveitamento só se tornou comum depois que isso passou a ser uma exigência legal”, exemplifica Oliveira.

Desde a abertura, há cerca de 18 meses, os sócios investiram R$ 80 mil para expandir a atuação da Ecotronics. “Hoje temos clientes, além de Jundiaí, em Campo Limpo Paulista, Várzea Paulista, Jarinu, Vinhedo, entre outras cidades”, diz Elder.

A geração de lixo eletrônico cresce em ritmo três vezes maior do que a de lixo convencional, segundo estimativa da Organização das Nações Unidas. Ao todo, são cerca de 50 milhões de toneladas geradas por ano. De acordo com a ONU, a situação é mais preocupante em países emergentes, especialmente no Brasil, onde cada habitante gera meio quilo de lixo eletrônico por ano.


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