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Com temor a coronavírus, Bolsas caem no mundo

Da Redação | 27/01/2020 | 19:50

Com um salto de 40% no número de mortos e infectados pelo coronavírus chinês de domingo (26) para esta segunda-feira (27), o mercado financeiro opera em aversão a risco. Para investidores, o caso fugiu do controle chinês e pode ter grandes impactos na economia. Até o momento, 81 pessoas morreram e 2.744 foram infectadas.

Analistas avaliam que o dano econômico pode ser maior do que a epidemia do Sars (síndrome respiratória aguda grave), que deixou centenas de mortos em 2003.

“Naquela época, as economias estavam iniciando um movimento de expansão após uma grave crise; hoje, o mundo está exatamente na direção oposta, com as grandes economias lutando para impedir que uma desaceleração mais forte na atividade possa se tornar uma recessão. Caso o coronavírus estenda seus efeitos, os indicadores econômicos do 1º trimestre podem ser duramente impactados. E com os juros tão baixos mundo afora, os Bancos Centrais podem ter menos ferramentas para estimular as economias”, diz relatório da Rico.

Nesta segunda, Bolsas de Valores de todo o mundo operam em forte queda. Europa e Estados Unidos têm os maiores recuos percentuais em mais de três meses: Londres, Paris e Frankfurt recuaram 2,5% e Dow Jones e S&P 500 caem 1,5%. A Nasdaq cai 1,7% e a Bolsa de Tóquio teve queda de 2%.

O mercado acionário chinês permanece fechado pelas comemorações do Ano Novo Lunar até 3 de fevereiro. À princípio, as atividades retornariam nesta quinta (30), mas o governo estendeu o feriado de modo a conter o vírus.

No Brasil, o Ibovespa recua 3%, a 114.880 pontos, menor patamar desde 20 de dezembro. Com a queda de 2% do barril de petróleo, as ações da Petrobras caem cerca de 4%.

A cotação do dólar comercial subiu 0,5%, a R$ 4,21, maior valor desde 2 de dezembro. O turismo foi a R$ 4,38. A grama do ouro sobe 1,8%, a R$ 215,80.

Em momentos de aversão a risco, investidores tendem a vender ações e comprar ativos mais seguros, como ouro e dólar.

Tesouro direto
Os resgates de recursos do Tesouro Direto, programa de negociação de títulos públicos para pessoas físicas, registraram um salto de 83,6% em 2019 e superaram o valor das emissões no ano. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (27) pelo Tesouro Nacional.

O aumento do fluxo de saída de investidores ocorre em meio à redução da taxa Selic, hoje em 4,5%, o que derrubou a rentabilidade dos títulos públicos.

No ano passado, o volume das emissões de papéis foi de R$ 30,88 bilhões, uma alta de 72% em relação a 2018. A elevação, porém, não foi suficiente para compensar a disparada nas retiradas de recursos.

No período, os resgates somaram R$ 30,91 bilhões. Com isso, o resultado consolidado do ano foi um resgate líquido de R$ 33,28 milhões. O número contrasta com o saldo do ano anterior, quando foi observada uma emissão líquida de R$ 1,1 bilhão. A maior parte das retiradas foram de resgates antecipados, quando o investidor devolve os títulos ao Tesouro antes da data de vencimento.


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