Economia

Comércio e serviços geram 27,7 mil vagas

T_compras_natal_dsc_0295
Crédito: Reprodução/Internet
Em preparação para o período de final de ano, os setores do comércio – varejista e atacadista – e de serviços em São Paulo geraram, no mês de setembro, 27.721 empregos formais. Foram 296.820 contratações ante 269.099 desligamentos. No total, os dois setores fecharam o nono mês do ano com estoque de 10.192.080 vínculos trabalhistas, o melhor resultado desde 2014 para os meses de janeiro a setembro. Os dados foram divulgados ontem (8) pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). “Foi consolidado o processo ainda existente de recuperação de vagas formais no comércio e em serviços. Isso, porque houve aumento do consumo das famílias, o que permitiu ao empresário ampliar o quadro de funcionários diante do aumento da demanda, reflexo da inflação controlada, queda dos juros e crédito menos custoso”, disse, em nota, a entidade. O levantamento da FecomercioSP analisa o nível de emprego do comércio varejista, atacadista e de serviços por meio de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged). Mercado Com a soltura de Lula, a Bolsa de valores brasileira teve forte queda de 1,78% nesta sexta-feira (8) e perdeu os 108 mil pontos. A cotação do dólar disparou e subiu 1,80%, a R$ 4,1680, maior valor desde 17 de outubro. Dentre emergentes, o real foi a moeda que mais de desvalorizou na sessão, que também foi negativa para o mercado financeiro global. Na semana, a moeda americana acumula alta de 4,25%, a maior alta semanal desde agosto de 2018, quando a cotação subiu 4,8% e foi a R$ 4,10. Na época, investidores temiam que a intenção de votos para Lula pudesse ser transferida a Fernando Haddad (PT-SP), que assumiu seu posto na corrida eleitoral. A guerra comercial entre China e Estados Unidos também pressionava a cotação da moeda. Analistas apontam que a cena política do país deve ficar mais instável com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em liberdade. No entanto, grande parte do mercado financeiro é tímido ao comentar a saída do petista da prisão e não se sente confortável para avaliar o evento. Para o sócio fundador da Vitreo, George Wachsmann, a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) barrar a prisão de condenados logo após a segunda instância, e dar brecha para a liberdade de Lula, "é andar para trás e aumenta a insegurança jurídica no país e com certeza vai trazer barulho político". Além da liberdade do líder petista, o Wachsmann aponta que o dólar segue pressionado pelo fracasso do megaleilão do pré-sal, que, diferente do esperado, não teve adesão de empresas estrangeiras. "O principal ponto é sensação de insegurança jurídica para estrangeiro, que afasta investimentos, e a medida do STF aumenta essa insegurança. Depois temos a preocupação de que Lula unifique a oposição para fazer frente a agenda de reformas atual no Congresso, apesar de ser uma possibilidade remota", afirma Victor Beyruti, economista-chefe da Guide Investimentos. "Na nossa visão, para as condições de aprovação da agenda de reformas, Lula livre é mais negativo que Lula preso. Porém, apesar do petista poder criar fatos e tumultuar o ambiente, o governo tem elementos e ferramentas para neutralizar o apelo desse discurso. E, nesse caso, uma melhora das condições econômicas também ajudariam. Na seara eleitoral, a decisão de agora, embora abra espaço para contestações futuras, não altera a inelegibilidade do ex-presidente. A contenda de 2022 ainda está distante e veremos muitas peças se movimentando até lá. Podemos ver até outras decisões que podem devolvê-lo à prisão, mas Lula livre em período eleitoral continua a ter peso significativo - só lembrar a confusão que levou o desconhecido Haddad ao segundo turno e deu a ele mais de 45% dos votos", aponta relatório da XP Investimentos.

Notícias relevantes: