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Comércio eletrônico cresce 12% no primeiro semestre

DA FOLHAPRESS | 29/08/2018 | 21:39

O comércio eletrônico brasileiro faturou R$ 23,6 bilhões no primeiro semestre de 2018, alta de 12,1% ante os R$ 21 bilhões registrados mesmo período de 2017. O número de pedidos aumentou 8%, de 50,3 milhões para 54,4 milhões. O tíquete médio foi de R$ 433, aumento de 3,8%. As informações são do relatório Webshoppers, produzido pela Ebit|Nielsen e divulgado nesta quarta-feira (29), na Fecomércio, em São Paulo.

Para a Ebit|Nielsen, a expectativa é que o comércio eletrônico feche 2018 com vendas de R$ 53,4 bilhões, alta de 12%, diante dos R$ 47,7 bilhões registrados em 2017. O número de pedidos deverá crescer 8%, atingindo a marca de 120 milhões, e o tíquete médio pode ter alta de 4%. Entre os principais motivos do crescimento estão o aquecimento financeiro de categorias com o menor tíquete médio, como perfumaria e moda. Pedro Guasti, consultor de Negócios da Ebit, diz que a Copa do Mundo também contribuiu para o crescimento com a venda de TVs.

O maior acesso a smartphones também gerou impacto positivo no setor. O número de pedidos feitos por dispositivos móveis cresceu 41%. Das transações, 32% foram realizadas smartphones ou tablets. “A estimativa é de que até 2020 50% das compras sejam feitas por dispositivos móveis, se não batermos isso antes”, diz Guasti. Em volume de pedidos, o setor de “saúde, cosmético e perfumaria” representa 15% do mercado, seguido de “moda e acessórios”, com 14,5%, e “casa e decoração”, com 10,9%. Já em volume financeiro, a categoria “telefonia e celulares” é responsável por 18,9% do faturamento, seguida de “eletrodomésticos”, com 17,9% e “eletrônicos”, com 11,2%.

Neste semestre, 4,5 milhões de novos consumidores fizeram sua primeira compra on-line, um crescimento de 15,6% diante do mesmo período do ano passado. No Brasil, são 27,4 milhões de consumidores ativos, aumento de 7,6% em relação ao primeiro semestre de 2017. Apesar da predominância da região Sudeste (que tem 61,2% do mercado), a região Sul foi a que mais cresceu: 1,8 milhões de pedidos a mais do que no primeiro semestre de 2017, um crescimento de 1,8 pontos percentuais. A faixa etária do comprador on-line brasileiro é de 43 anos. Houve aumento de interesse de pessoas até 24 anos neste semestre e um pequeno recuo de cidadãos acima de 50 anos.

DIGITAL COMMERCE
A categoria Digital Commerce do estudo inclui venda de produtos novos e usados (em espaços virtuais como eBay, Enjoei e Mercado Livre) de lojas a consumidores, de consumidores a consumidores e de serviços, como turismo, venda de ingressos e locação de veículos. Em 2017, o volume financeiro foi de R$ 112,19 bilhões. A taxa de crescimento desse mercado foi de 19,9%.

O segmento de marketplace de produtos novos e usados registrou um crescimento nominal de 62,4% na comparação com 2016, movimentando R$ 47,7 bilhões. O segundo setor que mais cresceu foi o de turismo on-line, com crescimento nominal de 17,8%, representando uma participação de 31% no volume financeiro. O segmento movimentou R$ 35,1 milhões.

Foto: Rui Carlos/Jornal de Jundiaí

Foto: Rui Carlos/Jornal de Jundiaí


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