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Construção vai empregar 3% a mais

| 15/05/2014 | 16:55

O setor da construção civil espera encerrar 2014 com um aumento de 2,5% a 3% do seu quadro de trabalhadores diretos e com carteira assinada, puxado por obras de infraestrutura, disse  a economista Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e consultora do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP).

Em março, o estoque de trabalhadores diretos da construção estava em 3.518.109 trabalhadores, número 1,27% superior aos 3.437.863 de idêntico mês em 2013.

Considerada um dos principais guias da economia brasileira, com um PIB de R$ 222 bilhões em 2013, a construção civil empregou no ano passado 13 milhões de pessoas ao longo de uma extensa cadeia que parte da indústria, passa pelo comércio de máquinas, equipamentos e materiais de construção e se encerra nos segmento de mão de obra na edificação, acabamento e incorporações.

Infraestrutura
A construção, de acordo com a economista Ana Castelo, passa por um período de mudança saudável em que o setor de infraestrutura é que deverá liderar o crescimento do emprego daqui para frente.

“Não quero dizer com isso que o setor imobiliário vai se estagnar. Mas não há mais como crescer a taxas elevadas como cresceu até 2011”, observou. De acordo com a economista, em alguns mercados como Brasília e Salvador houve aumento de oferta e redução da velocidade de vendas de imóveis.

Além disso, previne Ana Castelo, não se sabe ainda como vai se comportar a contratação de construção de imóveis pelo programa Minha Casa, Minha Vida pelo governo federal após 2014, seja num governo Dilma Rousseff, seja no governo de um outro presidente.


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