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Cultivos de Jundiaí possuem vários tipos de pragas e doenças

Felipe Torezim - ftorezim@jj.com.br | 21/02/2018 | 07:29

[vc_row][vc_column][vc_column_text]Há três anos cultivando morango na estufa em Jundiaí, o produtor Márcio Ferreira teve que interromper a produção por conta do ácaro – uma praga comum na região. “Acabou com toda a plantação. Foram três mil mudas afetadas que, em duas semanas, me fez perder tudo. Só os gastos com as mudas foram de R$ 2 mil, mas não sei dizer o prejuízo final”, revela o produtor, que terá que esperar um ano para voltar a utilizar a estufa.

Os insetos são muito comuns no Brasil todo, pois eles buscam regiões com alimentos, segundo diretor do Cati (Foto: Arquivo JJ)

Os insetos são muito comuns no Brasil todo, pois eles buscam regiões com alimentos, segundo diretor do Cati (Foto: Arquivo JJ)

Segundo o diretor regional da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), José Augusto Maiorano, é difícil apontar uma praga específica na Região, uma vez que são muito diversificadas em culturas, mas alerta que o ácaro pode atacar plantações no geral. “Cada cultivo tem, em média, três tipos de pragas. Além do ácaro, há também a presença de muitos insetos, que são comuns também no País todo”, conta.

Além do ácaro, pragas cochonilha, mosca da fruta e besouros são comuns na região de Jundiaí, segundo o engenheiro agrônomo da Unidade de Gestão de Agronegócio, Abastecimento e Turismo (UGAAT), Sérgio Pompermaier. “Além disso, por ser uma região que aposta bastante nas frutas, os fungos, bactérias e vírus, que causam doença nas plantações, também aparecem”, avalia. O engenheiro explica que os insetos são considerados pragas, já fungos, bactérias e vírus são doenças.

Apesar disso tudo, tanto Maiorano quanto Pompermaier acreditam que Jundiaí não é muito prejudicada com essas adversidades. “Na Região não há algo catastrófico. As pragas e doenças começam a mostrar sintomas e, com os recursos corretos e permitidos por lei, o produtor consegue reverter”, conta Maiorano. “Jundiaí evoluiu muito de uns tempos para cá e, hoje em dia consegue aliar práticas antigas, tecnologia ofertada e bom manejo do solo para evitar problemas”, completa Pompermaier.

Não há qualquer tipo de seguro que cubra o prejuízo de plantações devastadas por pragas, mas a prefeitura dá assistência para análise de solo gratuitamente. “Para um cultivo dar certo deve-se começar com um bom estudo de solo, pois isso equilibra a parte nutritiva da plantação e a torna mais forte”, ensina.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]


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