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Disparada do dólar afeta custo da produção industrial em Jundiaí

VINÍCIUS SCARTON E AGÊNCIAS | 08/06/2018 | 05:40

O dólar disparou em relação ao real ontem, com investidores especulando sobre os rumos políticos e econômicos do Brasil e em meio a uma aversão global a risco que atingiu os países emergentes. O dólar comercial fechou em alta de 2,24%, a R$ 3,925. No dia, chegou a subir mais de 3% e alcançou R$ 3,968, indicando que o patamar de R$ 4 vislumbrado por analistas até outubro é uma questão de tempo e pode vir antes. O dólar à vista avançou 3,03%, para R$ 3,938. É o maior patamar desde março de 2016. Para o diretor-titular do Ciesp de Jundiaí, Marcelo Cereser, o câmbio superdepreciado, devido a fatores internos e externos, afetará a indústria em Jundiaí, assim como no Brasil todo. “Os insumos dolarizados em algum momento serão atualizados com novos valores, o que causará aumento de inflação. Por outro lado, as indústrias que exportam terão vantagem competitiva com o câmbio desvalorizado”, pondera.

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Seguindo o mesmo raciocínio, o diretor de Comércio Exterior do Ciesp, Marcio Ribeiro Julio, acredita que a alta do dólar afetará – e muito – o custo nas indústrias no que diz respeito aos insumos. “O impacto será grande em itens bases da nossa economia, como o trigo e o petróleo. A tendência a curto e médio prazo é voltada para a repercussão na inflação, que deverá subir”, ressalta. Já o presidente do Sincomercio Jundiaí e Região e da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Edison Maltoni, avalia que a oscilação do câmbio gera aumento de tarifas bancárias, juros, taxas de descontos de cheques e antecipação de cartões. “Essa oscilação do dólar acaba refletindo negativamente, pois interfere no preço final do produto que chegará ao consumidor. Essa alta do dólar é mais um ponto negativo que o empresário do varejo está passando”, diz. No final da tarde de quinta-feira (7), o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou que a autoridade monetária poderá realizar atuações no câmbio além das máximas históricas para conter a valorização do dólar. Segundo ele, a autoridade monetária venderá, até o final da próxima semana, US$ 20 bilhões em contratos de swap com o objetivo de conter a disparada da moeda americana.

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