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Dólar encerra em alta de 0,89%

| 18/06/2014 | 00:09

O dólar fechou em alta ante o real nesta terça-feira (17), acompanhando uma valorização generalizada da moeda norte-americana, após dados de inflação acima do esperado alimentarem especulações de que o Federal Reserve pode ser obrigado a subir os juros antes do esperado. Além disso, os temores geopolíticos com Iraque e Ucrânia continuam favorecendo a busca por segurança, o que beneficia o dólar, considerado um “porto seguro”.

O dólar à vista no balcão terminou cotado a R$ 2,2560, uma alta de 0,89%. A sessão foi encurtada em função do jogo entre Brasil e México pela Copa do Mundo de futebol, às 16 horas. O giro estava em US$ 663,95 milhões por volta das 13h10, segundo dados da clearing de câmbio da BM&FBovespa. No mercado futuro, o dólar para julho subia 0,96%, a R$ 2,2655. O volume de negócios era de quase US$ 10,69 bilhões.

“O dólar até que teve uma alta relevante no Brasil, justamente porque, com a escassez de liquidez, há distorção com qualquer compra”, avaliou Fernando Bergallo, gerente de câmbio da TOV Corretora. “O dólar acompanha hoje o exterior, com um mercado bem vazio. Por isso, os investidores comprados (que apostam na alta do dólar) conseguem puxar as cotações, já que também não há a contrapartida (de entrada de recursos nos País) por parte do exportador”, acrescentou profissional da mesa de câmbio de um banco.

Os números divulgados nos EUA contribuíram para o movimento. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 2,1% em maio, na comparação anual, e 0,4% em maio ante abril. Na prática, uma inflação maior nos EUA pode estimular o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) a subir seus juros antes do esperado, o que tiraria liquidez de países como o Brasil.

 


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