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Economia fraca no Brasil pesou contra Macri

FOLHAPRESS | 03/09/2019 | 19:27

Quando Mauricio Macri assumiu a Presidência, em 2015, o Brasil vivia em plena crise política e econômica.
Durante todo o seu mandato, conviveu com três presidentes brasileiros, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro. Com eles, a recessão, o impeachment e o turbulento processo eleitoral brasileiro.

A avaliação que se faz na Casa Rosada é que o baixo crescimento econômico do Brasil foi um dos fatores que colaboraram para que a crise argentina se instalasse, e que o governo de Macri não conseguisse de fato decolar. Se o Brasil tivesse se mantido com uma economia forte, também a Argentina poderia ter um desempenho melhor.

Num cálculo do ex-ministro da Economia, Nicolás Dujovne, para cada 1 ponto percentual de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, a Argentina automaticamente cresce 0,5 ponto percentual, devido à forte vinculação do comércio entre os dois parceiros.

Outro fator externo que incidiu no desgaste da gestão foi a guerra comercial entre China e Estados Unidos.
Macri busca a reeleição com um cenário muito difícil. Foi derrotado pelo candidato da oposição, o kirchnerista Alberto Fernández, na votação primária, por uma diferença de 15 pontos, algo que a maioria dos analistas e do meio político considera muito difícil de reverter.

Fernández obteve 47%, e Macri, 32%. Para vencer as eleições na Argentina num primeiro turno é necessário que um candidato atinja 45% ou mais de 40%, sendo que com uma diferença de dez pontos percentuais com relação ao segundo.

A Casa Rosada, porém, avalia que a relação bilateral melhorou muito com Bolsonaro, segundo um funcionário do governo. Apesar do que muitos diziam, de que o governo brasileiro não priorizaria o Mercosul ou a Argentina, disse o funcionário, Bolsonaro se mostrou com muita iniciativa para dar novo vigor à relação.

Dados do ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior do Brasil (MDIC), a balança comercial bilateral teve um superávit de U$S 31 milhões para a Argentina.

 


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