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Econômico, procura por gás natural veicular cresce após protestos de caminhoneiros

vinícius scarton | 06/06/2018 | 05:42

A procura pela instalação de cilindros de gás natural veicular cresceu nas últimas semanas, em virtude da falta de combustíveis que atingiu todo o país, motivada pela paralisação dos caminhoneiros. De acordo com o mecânico automotivo, Felipe de Souza, que atua neste segmento há 16 anos, a demanda está sendo motivada pelo baixo custo para encher o botijão. “Em média, com apenas R$ 30 é possível encher o tanque de um carro popular movido a gás natural e rodar a semana toda”, diz Souza. Embora o valor chame atenção, o mecânico faz um alerta para quem deseja optar por essa alternativa. “Em primeiro lugar, a conversão veicular tem um custo alto, girando em torno de R$ 3 mil. Além disso, o condutor precisa ter cautela na utilização, pois no início para gerar o funcionamento do carro é necessário usar a gasolina, intercalando com o gás, para não comprometer o motor.” Outro aspecto, diz, é a perda da potência. “Em média, os veículos que passam por essa conversão perdem até 40% de potência, de acordo com a regulagem”, explica.

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O mecânico João Batista Gomes da Silva foi proprietário de um veículo a gás e aprovou a experiência. “Tive um carro 2.0 por oito anos e a economia ao abastecer era gritante em relação a gasolina, chegando a margem de 70% de diferença para encher o botijão de gás natural”, afirma. A esteticista Tatiane Samara Montovani possui um veículo a gás há seis anos e também está satisfeita com a economia. “Em média, por semana, o gasto para abastecer gira em torno de R$ 36 e consigo transitar com tranquilidade. Particularmente não entendo de mecânica e o meu veículo atende todas as minhas necessidades”, diz. Gerente de um posto de combustíveis no bairro Torres de São José, Clayton Basílio afirmou que a procura por gás natural aumentou 20% nos últimos dias. “Mas acreditamos que este porcentual aumente ainda neste mês”, aposta.

CARRO ELÉTRICO
Outra opção aos combustíveis é o carro elétrico. “No entanto, trata-se de uma nova tecnologia que o Brasil está se adaptando e o custo ainda é muito alto, girando em torno de R$ 70 mil”, destaca Souza. A facilitadora em constelação familiar, Arlete Menegatti, possui um carro híbrido (motor a gasolina e elétrico) há oito meses e também está satisfeita com o rendimento do veículo. “Gosto muito deste carro, pois se trata de uma inovação e tendência mundial, formado por uma tecnologia avançada. O motor a gasolina carrega o motor elétrico proporcionando autonomia que eu não teria se o veículo fosse totalmente elétrico, já que a maioria dos postos ainda não contam com esse tipo de serviço”, diz.

GRATUITO
A CPFL Energia e uma rede de postos em rodovias do país, através de uma parceria para fomentar o mercado, consolida desde 2015 o sistema rodoviário entre Campinas, Jundiaí e São Paulo, como o primeiro corredor intermunicipal para veículos elétricos do Brasil, com instalação de eletropostos na Rodovia dos Bandeirantes e na Via Anhanguera, possibilitando aos usuários a utilização de forma gratuita, todos os dias, 24 horas.


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