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Em Jundiaí, profissionais buscam alternativas em novas áreas para fugir da crise

VINICIUS SCARTON | 18/11/2018 | 05:00

A crise e a falta de emprego são aspectos responsáveis pela mudança de realidade de muitos chefes de famílias em todo o país que, sem oportunidades em suas profissões de origem, buscam alternativas para manter o orçamento e quitar as despesas. Valdemir Alves da Silva, de 49 anos, que atuou como motorista executivo por 15 anos, mudou para Jundiaí em 2017, vindo da cidade de Santana do Parnaíba. “Há cerca de dois meses perdi o meu emprego e optei por trabalhar com transporte por aplicativo. Essa nova experiência tem sido boa para alcançar meus objetivos e trazer o sustento para o lar. Afinal, para dar certo em qualquer trabalho é importante muita perseverança, pois o foco é fechar o mês sempre no azul”, comenta.

Outro exemplo de superação ocorreu com Selma Moreto Lentos, de 47 anos, que por 11 anos atuou como secretária executiva em uma multinacional e desde 1998 passou a trabalhar com doces. “Foi a alternativa encontrada para superar aquele momento. Eu iniciei fazendo ovos de páscoa e panetones e sigo até hoje”, descreve.

Selma destaca ainda que ampliou o leque de variedades, incluindo bolos, chocolates, entre outros doces, sendo a sua principal fonte de renda. “Portanto, recomendo que as pessoas busquem o aprimoramento em suas vidas, através de cursos gratuitos para iniciar em qualquer segmento. Estou muito feliz por minha decisão no passado, que reflete hoje em dia. Sou uma pessoa realizada e num futuro próximo pretendo ter meu próprio negócio”, diz.

LEVANTAMENTO
Desde 2013, a empresa global de gestão de informatização (Consumer View 2018 – Nielsen) realiza uma tendência de consumo de 53 milhões de famílias brasileiras. A última edição do estudo coletou dados em junho deste ano e identificou 12 milhões de lares saindo da crise entre 2017 e 2018, volume superior ao do período do ano anterior. O levantamento considera que o lar na crise tem ao menos uma das pessoas do domicílio desempregada e/ou com despesas atrasadas.

Apesar de detalhar que o número é expressivo, a pesquisa também identificou mais gente entrando na crise em 2018 do que saindo. Segundo o levantamento, foram 15 milhões de novos domicílios nessa situação, elevando o total de lares na crise neste ano para 27 milhões – considerando as 12 milhões de famílias que nem sequer saíram da situação de aperto entre 2017 e 2018.
A Nielsen revelou que, no ano passado, o saldo foi melhor, afinal 7 milhões entraram na crise e 11 milhões saíram.

Se forem somados os dois períodos de 2016 a 2017 e, depois, até 2018, 22 milhões de lares entraram na crise e 23 milhões saíram, mantendo o quadro geral em cerca de 52% das casas acompanhadas que enfrentavam dificuldades orçamentárias.

Foto: Rui Carlos

Foto: Rui Carlos


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