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Empresariado jundiaiense está otimista com o novo governo

VINICIUS SCARTON | 04/11/2018 | 06:04

A classe empresarial de Jundiaí está otimista com o novo governo e na expectativa de um novo rumo para a economia nacional. O diretor-titular do Ciesp de Jundiaí, Marcelo Cereser, afirma que o mercado enxerga com bons olhos as ações e atitudes voltadas ao liberalismo econômico. “Afinal, trata-se de uma administração mais direcionada às adequações e voltadas à contenção dos gastos públicos, relacionadas às receitas fiscais”, comenta.

Segundo Marcelo, o novo presidente já afirmou que pretende diminuir o tamanho do estado, concentrando esforços financeiros para quatro grandes áreas: saúde, educação, segurança e infraestrutura. “Quanto ao nosso município, Jundiaí é uma cidade que possui indústrias diversificadas, com atividades em vários setores (autopeças, eletroeletrônicos, louça branca, bebidas, alimentícios e logística) e por essa característica vem sofrendo menos com a crise, em relação à indústria estadual e nacional”, diz.

O diretor do Ciesp também salienta que através da vitória do novo presidente, a probabilidade é que os investidores que vinham agindo de forma defensiva passem a investir num crescimento econômico mais virtuoso. “Espero que num futuro próximo, eles possam tirar projetos e investimentos engavetados e colocá-los em prática”, reforça.

O vice-presidente de comunicação e eventos da Associação das Empresas e Profissionais do Setor Imobiliário de Jundiaí e Região (Proempi), Eli Gonçalves, afirma que a expectativa do setor da construção civil e imobiliário de Jundiaí com a vitória de Jair Bolsonaro também é de otimismo. “Na construção civil de infraestrutura, deveremos ter a expansão de concessões para o setor privado em obras estratégicas para um desenvolvimento econômico mais sólido (em vez do limitado benefício econômico de incentivo ao consumo no fim da cadeia de valor, utilizado pelas últimas gestões)”, considera.

Sobre a construção civil para fins imobiliários, Eli acredita que a extrema necessidade de redução do endividamento estatal – e sua consequente incapacidade de investir em habitação com recursos próprios – abrirá caminhos para que as empresas do setor atendam a demanda reprimida por moradias, através de mais incentivos legais, administrativos e financeiros. “Para Jundiaí, além de termos um presidente que já viveu na cidade, acreditamos que seus diferenciais logísticos (próximo aos maiores e mais ricos centros urbanos do país) e sua diversificada base industrial possam chamar a atenção do governo federal para investimentos e incentivos com benefício em escala nacional”, declara.

De acordo o Sincomercio Jundiaí e Região, o novo presidente da República será uma importante peça no fortalecimento da economia e nos valores democráticos e dos direitos de liberdades individuais. Segundo o presidente Edison Maltoni, as expectativas são positivas em torno da nova gestão nacional. “Com o resultado da eleição, as expectativas são positivas e já refletem, por exemplo, na queda do dólar. Se tem dinheiro, há investidores e, dessa forma, conseguimos gerar emprego, renda, consumo e mais contratações. Acredito que o reflexo na economia não vai ser imediato, mas sim aos poucos”, comenta.

Especialista
O economista Marino Mazzei Jr. afirma que não há como evitar o otimismo, diante da eleição de Jair Bolsonaro. “As propostas que estavam jogadas na mesa davam dois direcionamentos amplamente opostos e a sociedade decidiu por mudanças radicais em todos os sentidos e a reação do mercado na última segunda-feira (29), com a Bolsa de Valores subindo e o dólar se desvalorizando, mostra que a opção foi no melhor sentido, que privilegia a economia de mercado, propõe o crescimento atividade econômica, com a consequente recuperação dos níveis de empregabilidade”, detalha.

Mazzei também comentou sobre a postura liberal que deve ser seguida por Paulo Guedes. “Que permite buscar uma menor intervenção do Estado na economia e abertura de mercado à oferta e demanda internacional”, diz. Segundo o especialista, as propostas de redução do gasto público, eliminação de privilégios e privatização de estatais ineficientes pela gestão política, bem como o enxugamento do Estado onde for possível, demonstram que o País está iniciando um novo ciclo na economia.

“Todos sabemos das dificuldades na viabilização dessas propostas, que não serão de curto prazo, mas Bolsonaro e sua equipe estão nos oferecendo atitudes. Somos uma economia capitalista que privilegia a iniciativa privada, a propriedade, o crescimento econômico como forma de recuperar empregos, o Estado como regulador, mas nunca como concorrente e interventor”, avalia. Por fim, Mazzei ressalta que a sociedade recuperou a estima pelo Brasil. “Além disso, deixou bem claro que não há mais espaço para oportunista, corruptos e populistas”, cita.

EMPREENDEDOR
Fábio José de Souza Paes é proprietário da D’Viez Indústria de Chocolates em Jundiaí e também está otimista com os novos rumos do país. “Acredito que o mercado possa responder com as mudanças que estão por vir, através da nova gestão do governo brasileiro”, afirma. Para o ano que vem, Fábio ressalta que a cautela andará ao lado de sua empresa. “Pois ainda é muito cedo para tomarmos decisões a respeito de novos investimentos, embora a esperança exista”, confirma.

A D’Viez é uma empresa de gestão familiar e conservadora e nos últimos três anos profissionalizou a sua gestão, ampliando negócios e expandindo para outros estados. “Levamos os produtos jundiaienses para todo o Brasil e temos a intenção de exportá-los num futuro próximo”, conclui.

MARCELO CERESER DIRETOR TITULAR CIESP


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