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Farmacêuticas criam ecossistema de inovação em saúde na cidade

ARIADNE GATTOLINI | 14/12/2018 | 05:02

[TEXTO]Jundiaí é uma cidade-polo geradora de empregos e investimentos, mesmo em um período de crise econômica nacional. A intenção da administração municipal é trazer empresas que despontem tecnologicamente e possam criar startups que circundem o conhecimento e alavanquem novas soluções, melhorando o ecossistema de conhecimento.

Nesta quinta-feira (13), a inauguração da Varian, primeira fábrica de aceleradores lineares da América Latina, usados no tratamento radioterápico contra o câncer, foi um exemplo de como a cidade, com ótimo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e a sétima economia do estado de São Paulo, quer se globalizar economicamente.

De acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho, Jundiaí foi a segunda cidade do Estado na criação de empregos formais em outubro, com 769 novos postos. O município ficou atrás apenas da capital paulista, com 7.004 empregos com carteira assinada no mês. A cidade recebeu também 30 empresas e 12 expansões, além de quase cinco mil microempresas abertas somente neste ano. A boa notícia é que o VA (Valor Adicionado), que baliza o repasse de ICMS, cresceu de 1,90 (2017) para 1,92 em 2018, o que irá refletir em uma melhor performance do PIB (Produto Interno Bruto) municipal e maior capacidade de investimento público.

Todos esses resultados são frutos de esforços amplos para melhorar a relação entre empresários que querem se instalar em Jundiaí e os órgãos da Prefeitura, que podem desburocratizar e serem facilitadores de processos, minimizando o tempo de espera para a aprovação de projetos. A força-tarefa encontra-se amparada no programa Desenvolve Jundiaí, onde vários gestores se reúnem e discutem os prazos e possibilidades de aprovações de instalação de novas empresas.

Essa boa vontade municipal, sob orientação do prefeito Luiz Fernando Machado (PSDB), que assumiu ser o porta-voz desta intenção de empregabilidade no município e que recebe os empresários toda quinta-feira, no Paço Municipal, garantiu a vinda de duas empresas do ramo farmacêutico e uma terceira em vias de anunciar investimentos na cidade.

Farmacêuticas
A Varian investiu R$ 100 milhões em um complexo de 4,7 mil metros quadrados, no bairro do Medeiros. O diretor administrativo da Varian na América Latina, Humberto Izidoro, ressalta os benefícios da inauguração da primeira fábrica de aceleradores lineares da América Latina. “Quando a Varian anunciou seus planos em 2013 para desenvolver essa instalação e fazer parceria com o Ministério da Saúde, vimos a oportunidade de expandir e elevar o nível de tratamento do câncer no Brasil e na América Latina e alcançar um número muito maior de pacientes que poderiam se beneficiar da tecnologia”, diz.

E complementa: “Tendo já treinado 329 médicos nas instalações durante o ano passado, estamos empolgados para abrir as operações de fabricação e cumprir nosso compromisso com a comunidade de tratamento de câncer do Brasil e da América Latina. Também estamos ansiosos para trabalhar com a nova administração no Brasil para continuar aumentando o acesso ao atendimento e distribuindo novas tecnologias que podem reduzir o tempo de tratamento e as filas de espera para os pacientes”.
A intenção e entregar 100 novos aceleradores para o Sistema Único de Saúde (SUS) até 2021. A Sociedade Brasileira de Radiologia afirma que o Brasil está defasado tecnologicamente em relação ao tratamento de câncer, com apenas 13% de equipamentos atualizados tecnologicamente.

Segundo Izidoro, o empreendimento irá garantir transferência de tecnologia para startups de até R$ 2 milhões. “Queremos dar cursos para startups e ampliar o leque de empresas brasileiras de software de saúde.” Outra empresa da área farmacêutica que aportou em Jundiaí foi a francesa Besins Healthcare, produtora de suplementos alimentares, que inaugurou sua primeira fábrica nas Américas na cidade. A Besins é uma das líderes globais em produção de terapias hormonais. Com investimento de R$ 11 milhões na unidade jundiaiense, a presidente da Besins, Laurena Magnoni, afirma que a localização de Jundiaí foi o principal motivo para a instalação. “A cidade fica próximo a São Paulo, onde fica nossa sede, com excelentes rodovias e aeroportos, e com IDH elevado.”

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