Economia

Guedes fala na época do dólar a R$ 1,80, 'empregada ia para a Disney’

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira que a dívida bruta em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) voltará a cair em 2020 após recuo em 2019 e pontuou que, com os juros básicos mais baixos, a economia com o pagamento de juros da dívida pública será de 120 bilhões de reais este ano. "Dívida já caiu ano passado, logo no primeiro ano (de governo) quebramos essa dinâmica. Ideia que Brasil estava se endividando em bola de neve trincou. Vamos fazer cair de novo este ano", afirmou ele, em evento em Brasília. Em 2019, a dívida ficou em 75,8% do PIB, abaixo do nível de 76,5% em 2018, na esteira da venda de reservas pelo Banco Central e da antecipação de pagamentos pelo BNDES ao Tesouro. Guedes afirmou que o BNDES vai mandar à União "bastante dinheiro" em 2020, mas não especificou o montante que será devolvido. O ministro também reforçou que o país mudou seu modelo, abandonando o de "juro na lua e câmbio baixo, desindustrializando o Brasil", na linha de comentários recentes sobre o dólar mais alto ser um novo normal. Por exemplo, câmbio a 1,8 (real por dólar), e juros a 14%. Vamos fazer o contrário? Bota juros a 4% e o câmbio a 4 (reais) também. É melhor 4 a 4 do que 1,8 (real) com juros de 14%", disse. "Não estamos fazendo nada, só estamos fazendo a política direitinho. O juro é um pouco mais baixo, o que é bom para todo mundo. Vamos investir, consumir mais e, ao mesmo tempo, um câmbio um pouquinho mais alto, o que é bom para todo mundo. Mais exportação, mais substituições de importações. Inclusive, em setores muito intensivos em mão de obra, como turismo", completou ele. Guedes chegou a dizer que, num quadro de dólar a 1,80 real, as exportações caíam, mas o país tinha "todo mundo indo para Disneylândia, empregada doméstica indo para Disneylândia". No mesmo discurso, o ministro afirmou que, ao dar o exemplo da empregada doméstica, ele quis dizer que a taxa de câmbio estava tão valorizada (real fortalecido) que todo mundo estava indo para Disneylândia, até classes sociais mais baixas.

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