Economia

Imóveis de dois quartos lideram a preferência dos jundiaienses

Foto: Rui Carlos
Crédito: Reprodução/Internet
Imóveis de dois dormitórios (padrão econômico - Minha Casa Minha Vida) são os mais comercializados em Jundiaí, com 39% de todos os negócios. Residências com a mesma quantidade de quartos, mas de padrão superior, seguem logo atrás, com 32%. Juntas, negociações envolvendo os dois tidos de moradias representam 71% das comercializações. O levantamento da Associação das Empresas e Profissionais do Setor Imobiliário (Proempi) também aponta que Jundiaí reduziu seus estoques imobiliários em 56%, entre 2016 e 2017, sendo que, entre os imóveis de três dormitórios, a redução chegou a 65%. Para o vice-presidente de marketing da entidade, Eli Gonçalves Ferreira Júnior, a longo prazo o município poderá sofrer uma “elitização” no perfil dos imóveis lançados. “Tal situação poderá ocorrer, caso não seja alterado no Plano Diretor vigente na cidade, que dificulta a viabilização econômica de empreendimentos mais populares”, comenta. Sobre a série de medidas do governo que estimula a construção civil, a partir da flexibilização das regras para empréstimo imobiliário pelos bancos, elevando o limite de valor dos financiamentos de imóveis e permitindo o uso de recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), Gonçalves acredita que será positivo para Jundiaí.

CLIQUE AQUI E CONFIRA OUTRAS NOTÍCIAS SOBRE A ECONOMIA JUNDIAIENSE E BRASILEIRA

“O aumento do limite de valor do imóvel para uso do FGTS (de R$ 950 mil para R$ 1,5 milhão) será interessante, pois temos ciência de que a cidade é a sexta no estado de São Paulo com maior parcela de classe média e média-alta, ou seja, mais de 22% de domicílios com renda acima de 10 salários mínimos. Além disso, também identificamos um aumento na procura por imóveis prontos para a classe média (tanto por famílias da região como de outras grandes cidades), com Jundiaí se destacando ainda no preço por metro quadrado e na qualidade de vida”, descreve. Futuro Ciente das novas medidas do governo, o corretor de seguros Fernando Felipe Corrêa Tavares, de 25 anos, projeta investir em um imóvel no futuro ou até construir a própria residência, pois na atualidade vive ao lado da esposa e dos dois filhos em uma casa alugada. “Essa é uma meta em minha vida”, diz. [caption id="attachment_32445" align="aligncenter" width="800"]Foto: Rui Carlos Foto: Rui Carlos[/caption]

Notícias relevantes: