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Inadimplência fica abaixo do número nacional em abril

| 14/05/2014 | 05:00

Com 24.389 registros de novas negativações no Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) no mês de abril, os índices de inadimplência em Jundiaí subiram 2% em comparação com março deste ano – bem abaixo dos 5,6% registrados no mercado nacional. Já em comparação com abril de 2013, há uma queda de 6,7%.

E se forem considerados os números de março deste ano e do mesmo mês em 2013, o aumento é de 8% de acordo com dados levantados pela Associação Comercial e Empresarial (ACE) de Jundiaí. Embora haja variação, a inadimplência é sempre desfavorável para os comerciantes na visão do presidente da ACE, Reges Donatti Filho.

“O poder de compra dessas pessoas negativadas diminui. Esse cliente fica impossibilitado de gastar porque perde o crédito no mercado”, explica. O único aspecto de certa forma positivo, segundo ele, é o fato de que hoje a inadimplência não ‘pesa’ diretamente no bolso do comerciante se for levado em consideração o uso cada vez maior dos cartões de débito e crédito.

“O prejuízo fica com as operadoras de cartões, no caso, e o comércio recebe normalmente, ao contrário do período em que se usava muito os talões de cheques”, exemplifica Reges. O cenário jundiaiense não está distante da instabilidade econômica que acomete o mercado brasileiro como um todo.

“O percentual nacional é mais alto e isso mostra, talvez, que aqui os consumidores estão mais conscientes. O consumo tem que ocorrer de acordo com os limites de cada família, digo isso sempre.” A faxineira e empreendedora Selma Teles Barbosa, 46, mãe de sete filhos – quatro já casados – sabe muito bem o que é estar impossibilitada de realizar qualquer compra parcelada.

Ficou mais de uma década com o nome sujo e enfrentou dificuldades incontáveis para se recuperar financeiramente. “Foi um período muito difícil, mas aprendi a lidar com o meu dinheiro. Hoje, tenho um carro quitado e só pago as coisas que compro à vista”. afirma, demonstrando-se orgulhosa. Com uma renda inferior a R$ 1,5 mil, Selma agora começou a conseguir poupar.

“As coisas mudaram quando passei a colocar tudo no papel. Se comprava uma bala, marcava lá no caderninho que separei para isso. Foi assim que deixei de gastar com o que não era necessário”, ensina, sonhando com um carro novo e com melhores condições de vida para a família.


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