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Indústria dá ‘empurrão’ para agilizar os projetos regionais

| 17/05/2014 | 05:00

Políticas públicas pensadas para beneficiar não somente Jundiaí, mas, sim, todas as outras seis cidades integrantes do Aglomerado Urbano (AUJ) – Várzea Paulista, Itupeva, Campo Limpo Paulista, Jarinu, Louveira e Cabreúva – precisam também ser executadas. E a sociedade civil tanto pode quanto deve cobrar resultados do poder público.

Foi neste contexto que empresários e autoridades municipais do AUJ participaram, na manhã de sexta-feira, do 2º Fórum Regional da Indústria, Comércio e Serviços de Jundiaí e Região (Forcis), organizado pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) na cidade.

“Esse evento é um estímulo para que os projetos públicos regionais sejam colocados em prática, embora a gente saiba que o processo normalmente não é rápido”, afirma o diretor do Ciesp, Mauritius Reisky, citando como uma importante conquista a sensibilização sobre a necessidade de se pensar em políticas públicas.

Caso de sucesso
Para inspirar os prefeitos do AUJ, o caso de sucesso de Maringá, cidade paranaense com cerca de 350 mil habitantes, foi apresentado por um dos membros do Conselho de Desenvolvimento do município, José Carlos Valêncio. Há quase duas décadas, entidades de classe se reuniram em prol de contribuir com o desenvolvimento local.

“Resolvemos repensar Maringá num momento de dificuldade. O dia a dia quem faz é o prefeito e sua equipe, mas nós damos contribuição no sentido de planejar o futuro”, explica, comentando que já há um plano traçado para 2047, quando a cidade completa seus 100 anos. “Maringá é uma cidade com vizinhos como Jundiaí tem. Resolvemos pensar no desenvolvimento de todos, pois não dá para crescer sozinho. Mas, para isso, é necessário que haja vontade do poder público”, complementa Valêncio.

Segundo ele, há no município um Observatório Social que acompanha de perto a aplicação de todos os recursos públicos. E isso faz com que haja, de fato, investimentos em educação, saúde e infraestrutura. “Nossas escolas municipais são melhores do que as particulares. E temos 50 mil estudantes inscritos, atualmente, no ensino superior”, comemora.

Complemento 
Para o prefeito de Jundiaí, Pedro Bigardi (PCdoB), conhecer uma experiência bem-sucedida ajuda a complementar as estratégias com o AUJ. “A gente ganha tempo assim. Os municípios têm seus limites dentro do AUJ, mas cada prefeito está se doando o máximo que pode e há uma sintonia no sentido de trabalhar em conjunto para não dificultar ainda mais o que já é burocrático”, explica. 

Juvenal Rossi (PV), prefeito de Várzea Paulista, destaca os benefícios da aglomeração para o município. “Tenho deficiência grande de leitos na cidade e, em breve, teremos o Hospital Regional. Na segurança, está havendo investimento em um sistema de monitoramento que será muito importante. Sou incentivador de trabalharmos em conjunto.”

O AUJ, segundo o vice-presidente da Empresa Paulista de Desenvolvimento Metropolitano (Emplasa), Luiz José Pedretti, tem autonomia legal e constitucional para discutir políticas públicas integradas. E é importante que haja discussões pensando em desenvolvimento conjunto. “Precisa-se eleger o que é prioritário e importante”, pontua. Essa integração regional é o ponto destacado pelo diretor do Ciesp.

“Maringá é um exemplo de integração entre sociedade civil e poder público que funciona muito bem. Esse é o ponto que resolvemos trabalhar no Forcis neste ano”, esclarece Reisky. O primeiro fórum foi realizado em agosto de 2009 traçando eixos principais como desenvolvimento econômico, integração regional, cidadania e meio ambiente.


Link original: https://www.jj.com.br/economia/industria-da-%c2%91empurrao%c2%92-para-agilizar-os-projetos-regionais/
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