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Jundiaí perde 1.921 postos de trabalho

MÁRCIA MAZZEI | 01/07/2020 | 08:00

Em Jundiaí, 1.921 postos de trabalho foram fechados no mês de maio, segundo dados da Unidade de Gestão de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (UGDECT). A informação foi divulgada simultaneamente aos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia. O levantamento da UGDECT revela ainda que nos cinco primeiros meses do ano a taxa de desemprego foi de 6.238.

Para o gestor da UGDECT, Messias Mercadante de Castro, no comparativo com o mês anterior, quando foram fechados 3.151 postos de trabalho, o índice de desemprego em maio caiu 39%. O resultado do mercado de trabalho formal em maio, mesmo negativo, é muito bom tendo em vista a comparação com abril. “O Brasil tem evitado demissões e preservado postos de trabalho”, afirma o gestor, lembrando que, depois da indústria, comércio e serviços reagiram de maneira muito significativa.

REAÇÃO
Após atravessar pelo pior período da crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus, os setores de comércio e serviço começam a reagir. É o que garante o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio de Jundiaí (Sincomerciários), Milton de Araújo. “O comércio foi o setor que mais se prejudicou.

Aqui na região de Jundiaí, 45 empresas encerraram suas atividades e registramos 6% de desemprego, nos últimos três meses (março, abril e maio)”, comenta o presidente.

Desde que o governo do Estado flexibilizou a quarentena e permitiu a abertura do comércio, Araújo afirma que o setor registrou um leve crescimento, com geração de empregos.

“Apesar do fechamento de postos de trabalho, Jundiaí tem atraído novas empresas. Em breve, a Lojas Pernambucanas abrirá uma segunda unidade em um shopping da cidade, gerando quase 300 vagas de emprego. Se pensarmos que ainda estamos em período de crise, podemos acreditar que o período mais crítico foi superado”.

INFORMALIDADE
A taxa de informalidade é a mais nova realidade do mercado de trabalho, que na última semana de maio subiu de 34,5% para 35,6% na primeira semana de junho, atingindo 29,8 milhões de brasileiros.

Em Jundiaí, não existe uma estatística que revela ao certo quantos são os trabalhadores informais, mas a modalidade de trabalho é uma versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNADC) que identifica os impactos do coronavírus no mercado de trabalho. “A projeção da economia, os setores que podem crescer, ou quantos postos serão abertos dependerão de como o covid-19 vai evoluir”, conclui Mercadante.

 Para Mercadante o Brasil preserva postos de trabalho

 

Milton Araújo acredita que o pior da crise foi superado


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