Jornal de Jundiaí | https://www.jj.com.br

Lançamentos e vendas de imóveis em São Paulo saltam mais de 45%

Felipe Torezim - ftorezim @jj.com.br | 21/02/2018 | 07:36

[vc_row][vc_column][vc_column_text]Após três anos em queda, o número de lançamentos e vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo voltou a crescer em 2017, informou o Secovi-SP (sindicato do mercado imobiliário) nesta terça-feira (20).

(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

Foram 28,7 mil unidades lançadas na capital no ano passado, alta de 48% em relação a 2016, quando houve retração de 15,7%. As vendas subiram 46,1%, com 23,6 mil unidades comercializadas. Em 2016, a queda foi de 19,7%.

O segmento de imóveis econômicos impulsionou a reação do setor: a maioria das unidades lançadas e vendidas tinha dois quartos, mediam menos de 45 metros quadrados e custavam até R$ 240 mil. Além disso, a participação do Minha Casa Minha Vida passou de 23% dos lançamentos em 2016 para 36% no ano passado.

O VGV (Valor Global de Vendas) que soma o valor potencial de venda de todas as unidades de um empreendimento que será lançado passou de R$ 8,9 bilhões para R$ 11,4 bilhões. O preço dos imóveis lançados ficou estável na comparação anual, com o metro quadrado custando cerca de R$ 8.700.

“Os lançamentos têm sido feitos em terrenos já adquiridos. No segundo semestre, as construtoras devem voltar a buscar novos terrenos”, diz Flávio Prando, vice-presidente de intermediação imobiliária e marketing do Secovi.

A cidade fechou o ano com 22 mil unidades residenciais novas em oferta, um estoque 8,7% menor que o registrado em 2016. “Não é um número que nos preocupa, porque grande parte das unidades em oferta final é de lançamentos feitos no segundo semestre, não de unidades de anos anteriores. Essa fase [de investimento pesado das construtoras para desovar estoques] já passou”, diz Celso Petrucci, economista chefe do sindicato.

Apesar dos bons indicadores, o mercado ainda não conseguiu atingir níveis pré-crise.

Para 2018, a perspectiva do Secovi é que os lançamentos se mantenham estáveis ao longo do ano em número de unidades, “porque não sabemos se conseguiremos aprovar mais tantos projetos do Minha Casa Minha Vida”, explicou Petrucci. “As vendas devem crescer entre 5% e 10%” completou. O Secovi avaliava em boletins anteriores que uma reação contundente do mercado dependeria de alterações na lei de zoneamento de São Paulo, que foi para consulta pública nesta terça, e da aprovação da reforma da Previdência, oficialmente adiada pelo governo na segunda (19).

“Era importante ter votado a Previdência, e a postergação traz impactos, mas acreditamos que a reforma vai acontecer. Por outro lado, são positivos os itens apresentados na agenda econômica do governo, principalmente para nós o que trata dos distratos [cancelamento da compra do imóvel]”, diz Flavio Amary, presidente do Secovi.

Os distratos na capital fecharam o ano em 11,9%, já abaixo do pico de 23,5% em agosto de 2016.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]


Link original: https://www.jj.com.br/economia/lancamentos-e-vendas-de-imoveis-em-sao-paulo-saltam-mais-de-45/
Desenvolvido por CIJUN