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Lojas de preço fixo são nova tendência na cidade

VINICIUS SCARTON | 21/08/2018 | 14:30

O comércio de Jundiaí e Região tem apresentado uma nova tendência: lojas de preço fixo. No passado, os estabelecimentos de R$ 1,99 foram pioneiros neste sentido. Agora, são comuns os comércios que fixam o valor para todos os produtos a R$ 15, R$ 20, R$ 30, entre outros preços para comercializar calçados, roupas brinquedos, bijuterias e variedades.

No Centro de Jundiaí, o proprietário de uma loja de calçados femininos, Rafael Fernando Santana, conta que possui o estabelecimento há três meses, comercializando sapatilhas a R$ 29,90. “A demanda pelos produtos tem aumentado neste período e de julho a agosto tivemos um crescimento de 15% nas vendas. Essa crescente pode ser explicada, pois buscamos fidelizar os clientes através da variedade”, comenta.

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Ainda no Centro, a proprietária de outra loja de calçados femininos, Daiane Werneck, diz que seu estabelecimento funciona há 6 meses e os produtos são vendidos a R$ 35. “A procura pelas sapatilhas tem aumentado bastante e conseguimos fazer uma promoção bem atrativa dos nossos produtos. Na compra de 3 sapatilhas, o valor total fica R$ 90 e a unidade a R$ 30”, destaca.

CONSUMIDORES
A babá Rosemary Rezende Azevedo, de 51 anos, aprova a nova tendência. “Eu acho muito interessante essa nova modalidade no comércio da cidade. Afinal, atende a minha expectativa e, principalmente, o meu orçamento ao adquirir um calçado”, descreve.
Já a auxiliar operacional Adriana Pereira da Silva, de 42 anos, acredita que o preço e a qualidade dos produtos fazem toda a diferença no momento de fidelizar os clientes. “Além disso, o atendimento é fundamental para atrair os consumidores”, opina.

NOVO NICHO
Para Edison Maltoni, presidente do Sincomercio Jundiaí e Região, essa nova categoria constitui uma equação interessante entre preços competitivos e variedades. “Essas lojas são frequentadas por todas as classes sociais e acabam ganhando no giro de produtos. É um nicho que veio para ficar, um novo ‘filão’ para o empresário e uma boa oportunidade para o consumidor. Porém, é preciso uma gestão eficiente para manter o propósito inicial e ter bom estoque. Para a nossa Região, é bom porque gera emprego e renda”, avalia Maltoni.

Para o consumidor que costuma gastar cerca de R$ 100 em um presente, por exemplo, numa loja de preço fixo a R$ 20 consegue comprar cinco. “A variedade e o preço bom fazem o negócio fluir”, acrescenta o presidente do Sincomercio.

Foto: Rui Carlos

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