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Maioridade ‘até’ para lidar com a vida financeira

| 20/07/2014 | 00:10

Disciplina é palavra de ordem na relação entre os jovens e o dinheiro, de acordo com o economista e professor da Faculdade Anhanguera de Jundiaí, Everton Ubirajara Araujo da Silva. Mas da teoria para a prática, é preciso força de vontade e definição de metas: só assim é possível aprender a poupar ao invés de ser refém do consumismo desenfreado típico da cultura brasileira nos dias de hoje. 

“Nosso problema neste aspecto financeiro é social e de educação. Hoje o incentivo ao consumo é muito grande e valoriza-se mais o status do ‘ter’ do que o hábito de guardar e pensar no futuro”, afirma. 

Quando se está diante da maioridade e da independência financeira, o momento é de fugir de armadilhas como a oferta de produtos e serviços dos mais variados oferecidos pelas instituições bancárias e apostar em boas práticas como um planejamento financeiro traçado de acordo com a própria renda. “Tem que estabelecer limites para as compras e guardar, pelo menos, um quarto do salário”, enfatiza Silva. 

Para o educador financeiro Pedro Braggio, é natural que o jovem, no primeiro ano de atividade profissional remunerada, queira realizar alguns desejos e gastar com roupas, acessórios e produtos de alta tecnologia, por exemplo. “O problema é gastar mais do que ganha, ficar devendo, achar que cartão de crédito é dinheiro sem limite. A maioria dos jovens chega na fase de independência financeira sem uma educação em casa e acaba cometendo os mesmos erros dos pais”, alerta.

A universitária Joyce Valentina Zuchatti, 28 anos, confessa que só aprendeu a lidar com o dinheiro há três anos, quando começou o curso superior em secretariado executivo. Dos 16 até esse período, gastava tudo o que recebia como atendente de telemarketing. “Sempre fui de comprar qualquer coisa que via só porque tinha dinheiro. Nunca pensei em guardar”, recorda. “O hábito mudou quando comecei a ter aula de finanças na faculdade. Hoje, tenho dinheiro guardado e metas a serem cumpridas.” 

Uma delas, segundo Joyce, é investir em um intercâmbio. Para isso, ela quer ter dinheiro à vista tanto para a viagem quanto para se manter fora do País. “Já fiz as contas de quanto preciso guardar por mês até o segundo semestre de 2015”, exemplifica.


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