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Mercado de marmitas caseiras cresce 23,5%

BÁRBARA NÓBREGA MANGIERI | 14/10/2018 | 13:00

O número de microempreendedores individuais (MEIs) – com faturamento de até R$ 81 mil ao ano – que preparam refeições em domicílio cresceu, nos últimos anos, 23,5% na Região de Jundiaí. Gerente da unidade, Thiago Farias afirma que o número pode ser ainda maior. “Uma grande parcela desses empreendedores ainda não buscou a formalização da empresa”, pondera.

É o caso da ex-corretora de imóveis Carla Zagotti, que em 2015 criou a “Panela Vegetariana”. A princípio, Carla cozinhava apenas aos finais de semana, pois queria provar que comida ovolactovegetariana não era só alface. “Fazia marmitas para mostrar que a comida é muito diversificada, nutritiva e saborosa”, afirma.

De lá para cá, a crise pegou Carla, que passou a fechar menos contratos. Por outro lado, a demanda pelas marmitas só foi crescendo. Ela também virou vegana e incorporou muitas novas receitas em seu cardápio. “Cada semana testo um prato novo e, além das marmitas, comecei a fazer salgadinhos também, como coxinha de jaca e de shimeji”, conta. “Vendo para eventos e também para pontos de venda.”

Ela produz cerca de 10 marmitas por dia, mas conseguiria fazer de 30 a 40 se ficasse na cozinha o dia todo. “Como sou sozinha, eu mesma faço as entregas, as compras, cuido das mídias sociais, então minha rotina é muito irregular”, afirma.

O próximo passo, diz ela, é encontrar uma ajudante e abrir uma MEI. “Eu pretendo me regularizar, mas só depois que a economia ficar mais estável. A formalização exige algumas alterações na cozinha e, por conta da crise, não consigo fazer esse investimento agora”, afirma.
Daiana Andrade, por outro lado, decidiu investir e está reformando sua cozinha para atender às demandas da prefeitura. Ela criou o Daia Detox em janeiro de 2016, e a princípio fazia apenas sucos detox. “Anunciei em um grupo do Facebook e me surpreendi com a quantidade de interessados”, lembra.

Ela preparava os sucos ao longo da semana e escolhia um dia para fazer as entregas. “Além dos sucos, passei a fazer também sopas, refogados, gelatinas e marmitas, e com o aumento da clientela, tive que contratar um motoboy e uma ajudante”, diz. Atualmente, a empresa produz cerca de 50 kits por semana – as entregas são feitas em dois dias.

O gerente do Sebrae analisa o crescimento do setor. “Para quem produz as marmitas, é uma alternativa de renda diante da crise. Para quem consome, é uma alternativa de comida caseira e saudável para quem não tem tempo”, reflete.

 

 


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