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Ministério da Fazenda anuncia medidas de incentivo à indústria

| 18/06/2014 | 00:08

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou que medidas serão anunciadas nesta terça-feira (17), durante Fórum Nacional da Indústria. O encontro está previsto para ocorrer no Palácio do Planalto, às 15h. Mantega não antecipou que tipo de incentivo pode ser apresentado ao setor industrial.

“Nós ainda estamos elaborando as medidas. Falo com vocês amanhã [sobre as medidas]”, disse. Diante das insistência dos jornalistas que fazem a cobertura diária no Ministério da Fazenda para que as mudanças fossem anunciadas, o ministro respondeu bem-humorado: “Posso falar com vocês nesta terça-feira (17) às 16h30 [durante o jogo entre Brasil e México]”.

O encontro com empresários, nesta terça-feira (17), em Brasília, será realizado dois dias depois da Confederação Nacional da Indústria (CNI) anunciar que a confiança do empresário industrial caiu para o nível mais baixo, em mais de quatro anos. Segundo levantamento divulgado pela CNI, o Índice de Confiança do Empresário Industrial registrou 47,5 pontos em junho.

Com o resultado deste mês, o indicador está no mesmo nível de janeiro de 2009, auge da crise financeira internacional. De acordo com a CNI, a desconfiança só não é menor do que a registrada em janeiro de 1999, quando o país enfrentava a crise cambial provocada pela desvalorização do real. Naquele mês, o índice chegou a 46,5 pontos.

Tendência de queda – Com estoques acima do planejado e, pelo segundo mês seguido, a produção industrial mantém tendência de queda, segundo pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O índice de evolução da produção registrou 48,4 pontos em maio. Segundo a Sondagem Industrial de maio, esse é o sétimo mês consecutivo em que o índice fica abaixo dos 50 pontos, em uma escala de 0 a 100. A CNI considera que, acima de 50 pontos, há alta na produção, e abaixo, queda. A estabilidade da Utilização Média da Capacidade Instalada (UCI) ficou em 71%.

Cenário – O cenário é considerado de “grande dificuldade” para o setor, informou a CNI, e se agravou porque, com queda de produção e estoques altos, há tendência de queda no emprego. O indicador de estoque efetivo em relação ao planejado ficou em 51 pontos. Nesse caso, a marca de 50 pontos representa o que se esperava para o período. Estando acima, conclui-se que o estoque está maior do que o previsto. De acordo com a entidade, o problema é maior nas grandes empresas, onde o estoque efetivo em relação ao planejado alcançou 53,1 pontos.

Com isso, o índice de evolução do número de empregados recuou de 47,8 para 46,8 pontos. O indicador está abaixo dos 50 pontos em todos os portes de empresas, informou a CNI. No caso das pequenas, está em 46,4 pontos; nas médias, 45,8 pontos; e, nas grandes, 47,5 pontos. “A expectativa é que haja manutenção da queda no número de empregados”, conclui o estudo.

Segundo a sondagem, o indicador que mede a expectativa de evolução do número de empregados, em junho, para os próximos seis meses ficou em 48,5 pontos. A Sondagem Industrial de maio foi feita entre os dias 2 e 11 de junho com 2.077 empresas, das quais 813 são pequenas, 758, médias e 506, grandes.


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