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Morre Lázaro Brandão, ex-presidente do Bradesco

Da Redação | 16/10/2019 | 21:30

O ex-presidente do conselho de administração do Bradesco, Lázaro de Mello Brandão, 93, morreu nesta quarta-feira (16) em São Paulo. Ele estava internado em um hospital de São Paulo para recuperação de uma cirurgia.

O executivo deixa mulher, duas filhas e um neto – uma terceira filha já havia morrido. Brandão ocupava a função de presidente das empresas controladoras do Bradesco, empresa na qual atuou por quase toda a vida -ficou na instituição por 76 anos.

Deixou a presidência do conselho do banco apenas em 2017, aos 91 anos. Mesmo depois de deixar o cargo, continuava a ir ao banco diariamente.

Brandão foi velado e cremado a partir das 13h30 no cemitério Horto da Paz, em Itapecerica da Serra, região metropolitana de São Paulo.

Em nota, Luiz Carlos Trabuco, presidente do conselho de administração do Bradesco, disse que Brandão era um homem de visão de futuro e tinha inesgotável capacidade de trabalho. Afirmou que o executivo tinha uma personalidade marcante, que influenciou a todos que com ele conviveram.

Octavio de Lazari Junior, presidente do banco, destacou que seu conhecimento do mercado financeiro e da economia brasileira foram fundamentais para a construção de uma cultura de negócios.

“Não foram poucas as ocasiões em que uma decisão sua simplificava processos e solucionava as mais intrincadas dúvidas”, disse, em nota.

Brandão, que nasceu em 15 de junho de 1926 em Itápolis (SP), começou a carreira em 1942 na Casa Bancária Almeida & Cia., em Marília (SP), antes mesmo de Amador Aguiar, fundador do Bradesco.

Em 1943, a Casa Bancária Almeida & Cia. se tornou o Banco Brasileiro de Descontos S.A., o Bradesco.

Ele foi presidente da diretoria entre janeiro de 1981 e março de 1999 e assumiu a presidência do conselho de administração em fevereiro de 1990. Ao todo, Brandão ficou mais de sete décadas no banco.

O executivo era considerado simples e criativo e conhecido por dedicar jornadas de 12 horas diárias iniciadas antes da 7h ao longo de seis décadas, incluindo muitos sábados.

Ele começou a carreira como escriturário e foi subindo de funções, atuando como responsável por contas correntes, gerente, diretor, até chegar a vice-presidente da instituição. Na década de 1980, foi escolhido por Aguiar para sucedê-lo na Presidência Executiva do banco.

Brandão cultivou no dia a dia uma das principais ideias de Aguiar, que era que os executivos do banco fossem simples a ponto de ser confundidos com correntistas.

Brandão também nomeou seus dois sucessores no cargo: Márcio Cypriano (de 1999 a 2009) e, mais recentemente, Luiz Carlos Trabuco.


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