Jornal de Jundiaí | https://www.jj.com.br

Mudanças no tempo afetam preço e produção de verduras

COLABORAÇÃO DE FELIPE CARDOSO | 27/02/2019 | 05:03

A constante mudança no tempo e clima em Jundiaí nos últimos dias vem afetando a produção de verduras e legumes. Os poucos produtos que conseguem chegar com qualidade aos mercados estão com o preço muito mais alto do que o comum.
É a pior situação vivida nos últimos cinco anos, segundo Carolina de Caldas Teixeira, funcionária de um atacado da cidade. “Em épocas de clima bom, os pés de alface, por exemplo, são vendidos entre R$ 1 real e R$ 1,50. Hoje, são vendidos a R$ 3,50. Com certeza é a pior época desde 2014, quando comecei a trabalhar aqui”, avalia.
Além dos altos valores, Carolina alerta que a escassez de alguns produtos está aumentando cada vez mais. “Alface americana está muito difícil de encontrar. Couve então, é raridade. Conseguimos armazenar um pouco porque temos produção própria”, destaca.
A funcionária conta que se não fosse a produção própria do atacado, o cenário estaria ainda pior. “Ainda temos verdura porque o proprietário tem um sítio com produção hidropônica. A produção da terra mesmo está muito difícil de conseguir”, explica Carolina.
Os consumidores já perceberam os aumentos nos preços e sentem as consequências na hora da refeição. “Compro alface crespa ou americana diariamente. Hoje, já não tem o americano e os outros estão todos mais caros do que eu esperava. Não sei o que vou levar”, diz a aposentada Fátima Aparecida.

FRUTAS MAIS CARAS
A alta nos preços também atinge as frutas. Em alguns supermercados da cidade, o maracujá e a banana, por exemplo, estão sendo vendidos a R$ 8 e R$ 7 o quilo, respectivamente. “Especialmente hoje vim ao mercado procurando salada, frutas e verduras. Além do maracujá, também não vou poder levar mais as bananas”, lamenta Fátima.

AUMENTO MO PRECO DE LEGUMES VERDURAS FRUTAS CAROLINA DE CALDAS TEIXEIRA


Link original: https://www.jj.com.br/economia/mudancas-no-tempo-afetam-preco-e-producao-de-verduras/
Desenvolvido por CIJUN