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País tem deflação de 0,31% em abril, a maior desde 1998

Folhapress | 08/05/2020 | 19:41

A inflação oficial brasileira refletiu a queda nos preços dos combustíveis e recuou 0,31% em abril, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (8). É a segunda maior deflação mensal registrada pelo IPCA desde o início do Plano Real -a queda anterior era de 0,51%, em agosto de 1998.

No ano, segundo o IBGE, o IPCA acumula alta de 0,22% e, nos últimos doze meses, de 2,40% -abaixo do piso da meta de inflação para o ano do Banco Central, de 2,5% (o centro da meta é de 4%).

À exceção do grupo alimentos e bebidas, todos os segmentos do IPCA tiveram estabilidade ou queda, um reflexo da redução de demanda de consumidores após o fechamento de serviços não essenciais, medida adotada para conter a pandemia do novo coronavírus.

A principal contribuição para a deflação foi a redução de 9,59% nos preços dos combustíveis em abril, com os sucessivos cortes nos preços da gasolina e do diesel anunciados pela Petrobras após a pandemia derrubar a demanda global por petróleo e também por combustíveis no país.

A queda da gasolina exerceu o maior impacto individual negativo no índice de abril, contribuindo para o recuo de 0,47 ponto percentual no IPCA. O produto registrou deflação em todas as 16 regiões pesquisadas pelo IBGE. Curitiba registrou a maior retração, de 13,92%.

Já o etanol apresentou queda de 13,51% no total do mês, enquanto o óleo diesel marcou recuo de 6,09%, e o gás veicular de 0,79%.


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