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Para entrar no ano novo no azul, gastos têm de ser contidos agora

VINÍCIUS SCARTON | 11/11/2018 | 10:00

Presentes, comemorações e a tão sonhada viagem de férias preenchem os desejos dos consumidores neste fim de ano. No entanto, o economista Marino Mazzei Jr. ressalta que as ações neste período precisam ser feitas sem que haja um reflexo negativo nos meses seguintes, principalmente na parte financeira.

Segundo o especialista, é importante ser racional nesta época. “Afinal, todas as atitudes de fim de ano envolvem gastos financeiros e, para não ter dificuldades e arrependimentos pelo feito, é fundamental se precaver”, orienta.

O economista explica que neste período as pessoas são atraídas ao consumo, de uma maneira muito eficiente. “E, às vezes, os consumidores gastam o que não têm”, diz.

Mazzei também ressalta que as pessoas são levadas ao consumo pela oportunidade e não pela necessidade, com a perspectiva do 13º salário, muitas vezes já comprometido.

Para vencer essa dificuldade, o economista afirma que a melhor maneira é planejar as finanças. “Esse planejamento pode ser feito pelo uso de um fluxo de caixa simples, mas eficiente, que envolve o período de novembro a março, pois é muito usual utilizar cheques pré-datados e assumir compromissos que devem ser liquidados nesse período futuro”, comenta.

Neste planejamento, o especialista salienta que de um lado estão as disponibilidades atuais e as entradas de recursos e de outro as despesas normais mensais e as compromissadas para os meses futuros. “O resultado vai nos apresentar uma possível disponibilidade, que poderá ser usada nos gastos extras de final de ano”, confirma.

Já para o início do ano, Mazzei lembra que as pessoas devem considerar gastos com IPTU, IPVA e despesas escolares. “Além disso, o uso do cartão de crédito deve ser feito de forma consciente e com a certeza de ter recursos para pagar as faturas”, alerta.

Conforme sua experiência com orientação financeira, Mazzei ressalta que a grande dificuldade no levantamento dos gastos é a sinceridade que as pessoas aplicam no processo. “Neste caso nada pode ser deixado de fora, ou seja, qualquer tipo de gasto deve entrar na contabilidade, pois do contrário invalida o planejamento”, esclarece.

Mazzei ressalta que devem ser evitadas duas situações pelo alto custo financeiro que apresentam: o cheque especial e o não pagamento integral das faturas do cartão de crédito. “Essas linhas de crédito que os bancos oferecem têm um custo financeiro muito alto e não são aconselháveis, de forma alguma. Todos querem participar das comemorações de fim de ano, mas isso não pode comprometer a saúde financeira nos meses seguintes. A realidade da situação e a racionalidade das ações são condições que devem ser praticadas, evitando problemas mais sérios no futuro, que se sobrepõem às alegrias da época”, justifica.

CAUTELA

O contador José Luiz Novaes, de 64 anos, não quer gastar demais neste fim de ano. “Os presentes serão substituídos por lembranças, pois terei que pagar licenciamento e IPVA do meu veículo. Além disso, vou aproveitar o 13º para comprar os itens da ceia de Natal, próximo à data da festividade”, afirma.

Já a professora Simone Peralli Leite, de 50 anos, vai optar pela cautela com os gastos neste período. “Afinal, em janeiro as contas aumentam com os impostos que são cobrados (IPVA e IPTU). Portanto, meu pé estará no freio”, comenta com bom humor.

 

 


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