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Poupança é aplicação segura em momento de instabilidade econômica

| 02/07/2014 | 01:22

Fundos com rendimentos fixos e já incluindo os índices da inflação são as melhores aplicações financeiras para momentos de instabilidade econômica, de acordo com especialistas do mercado financeiro. O cenário é desfavorável para correr riscos de investimentos na compra de dólar, por exemplo – embora a moeda americana tenha registrado queda de 0,23% ontem e tenha valores de comércio em torno de R$ 2,20. 

“É válido quando se trata de uma aplicação a longo prazo, pois a tendência é de que o dólar suba bastante em até três anos. Não é uma opção para quem vai precisar comprar hoje e vender nos meses seguintes”, orienta o economista Mariland Righi. Segundo ele, o período econômico atual exige que as pessoas pensem em economizar mais. “Não é hora de comprar ou trocar de carro, nem de investir em imóveis porque os preços vão baixar daqui pra frente.”

Além da poupança, aplicações de instituições bancárias e títulos públicos, que podem ser comprados por meio de corretoras financeiras, são outras boas opções para guardar dinheiro. “Tem que investir naquilo que permite o resgate a curto prazo”, completa Righi. Adotar o perfil de investidor conservador, que não gosta de colocar o dinheiro em risco, é o indicado pelo economista Marino Mazzei. “É momento de poupar, mas não porque as taxas de juros estão inadequadas e, sim, pela incerteza econômica mesmo. É tempo de reduzir as despesas, sem dúvida”, alerta, também apontando como melhores opções de aplicações a poupança e os fundos de investimento de instituições bancárias em geral. 

“Comprar dólar, por exemplo, é uma aplicação de maior risco e exige conhecimento do mercado financeiro por parte dos investidores. Para o poupador comum, assalariado, não é vantajoso”, explica Mazzei.

Educação financeira – O profissional que já consegue guardar um pouco de sua remuneração mensal tem maturidade financeira,de acordo com o professor do Instituto Educacional da BM&F Bovespa, José Alberto Netto Filho. “Não é o perfil da maioria. Na verdade, nos últimos anos houve um uso exagerado do crédito e as famílias estão, agora, com o orçamento bem apertado”, considera. 

Para modificar essa realidade, a sugestão do professor é anotar todas as contas em uma planilha financeira. “É uma ferramenta e não  salvação. A pessoa precisa saber para onde está indo o dinheiro dela e adotar o processo de correção necessário caso precise sair do vermelho, por exemplo”, diz. 

Depois desse mapeamento financeiro, é possível se tornar investidor independente da renda. No caso da Bolsa, no entanto, é necessário checar se as taxas, como corretagem e custódia, tornarão a aplicação viável – ou não – de acordo com a quantia que se tem disponível para aplicar em ações. “O importante é as pessoas entenderem que precisam guardar dinheiro independente da inflação ou não. O hábito de poupar é fundamental para qualquer imprevisto, como na saúde, com desemprego.”


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