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Prévia da inflação desacelera em julho com folga em preços de alimentos

FOLHAPRESS | 20/07/2018 | 16:19

Após registrar em junho a maior alta para o mês desde 1995, a inflação dá indícios de que trará algum alívio ao consumidor em julho com os preços dos alimentos retornando à normalidade após o impacto da paralisação de caminhoneiros. O IPCA-15 deste mês, indicador que serve como uma prévia da inflação oficial do país, desacelerou para 0,64%, informou o IBGE nesta sexta-feira (20). O número mostra uma redução de 0,47 ponto percentual em relação aos 1,11% de junho, mas ainda assim é a maior taxa para um mês de julho desde 2004 (0,93%). O indicador veio pressionado pelos preços médios de gastos com a casa, como energia e gás. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3%, e em 12 meses, acelerou para 4,53%. A expectativa dos analistas ouvidos pela agência Bloomberg era de um índice de 0,73% na comparação mensal e 4,63% na base anual. No mês passado, o IPCA (inflação oficial) avançou 1,26%, pressionado pelo movimento de caminhoneiros que começou em 21 de maio e durou 11 dias. Economistas ouvidos pela pesquisa Focus, do Banco Central, projetam que a inflação feche o ano em 4,15%, dentro do centro da meta do governo para 2018, de 4,25%.

ALIMENTOS
Os alimentos -vilões do indicador anterior, quando apresentaram alta de 1,57%- subiram 0,61% em julho. Essa desaceleração ocorreu, segundo o IBGE, devido ao realinhamento nos preços médios de itens alimentícios após a explosão de junho. Os alimentos tiveram altas porque muitos produtos ficaram retidos em bloqueios nas principais estradas do país. Centros de distribuição de alimentos e entrepostos passaram dias sem receber carregamentos dos principais produtos, o que fez os preços dispararem diante da falta. Quando a situação nas estradas se normalizou, houve uma corrida dos consumidores aos mercados para abastecer novamente suas despensas, o que contribuiu para retardar a normalização dos preços. Entre os itens com as principais variações negativas em julho estão batata-inglesa (-24,80%, ante 45,12% em junho), tomate (-23,57%, ante 14,15%), cebola (-21,37%, ante 19,95%), hortaliças (-7,63%, ante 4,02%) e frutas (-5,24%, ante 2,03%). Outros produtos, no entanto, seguem em alta, como o leite longa vida (18,3%), o frango inteiro (6,69%) e em pedaços (4,11%), o arroz (3,15%), o pão francês (2,58%) e a carne (1,1%).

 

foto: divulgação

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