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Queda de preço da gasolina deve demorar para chegar ao consumidor

VINICIUS SCARTON | 27/11/2018 | 05:00

“A redução no preço da gasolina nas refinarias não vai chegar ao consumidor da noite para o dia.” A afirmação é do presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Campinas (Recap), Flávio Campos. Segundo Campos, por se tratar de um mercado concorrencial livre a tendência é que o valor seja ajustado conforme o preço do petróleo e o valor do dólar. “Neste momento posso garantir que os proprietários de postos estão torcendo pela queda no preço do combustível”, frisa.

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (26) a redução no preço da gasolina em suas refinarias, que passará a R$ 1,5007 por litro nesta terça (27). Trata-se do menor valor desde outubro de 2017, considerando a correção dos preços pela inflação. O corte desta segunda é o 17ª consecutivo, acompanhando a queda das cotações internacionais do petróleo. O ciclo de queda foi iniciado no dia 22 de setembro, motivado pelo recuo da taxa de câmbio às vésperas do primeiro turno das eleições. Desde então, o preço da gasolina nas refinarias da Petrobras já caiu 34%. Apenas em novembro, a queda acumulada é de 19%. Em valores corrigidos pela inflação, a última vez que a gasolina esteve abaixo de R$ 1,50 por litro foi no dia 24 de outubro de 2017.

Aumento das margens de lucro dos postos, porém, segura o repasse do preço final do combustível. Entre a semana do dia 22 e a semana encerrada no dia 16 de novembro, a fatia que fica com os postos cresceu 27%, para R$ 0,542 por litro. O preço da gasolina nas bombas caiu apenas 1,75%, ou R$ 0,08 por litro, no mesmo período. Foram os últimos dados divulgados pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis). O levantamento da semana passada deve ser publicada nesta segunda.

Os postos alegam que a queda dos preços ao consumidor depende também da velocidade de repasse pelas distribuidoras, elo da cadeia que compra gasolina pura das refinarias, mistura ao etanol e revende aos postos. Para especialistas, o segmento de revenda pode estar recuperando margens perdidas durante o período de preços recordes. O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Campinas (Recap) atua em 90 municípios da região de Campinas, incluindo a cidade Jundiaí e lida com 1.400 postos de combustíveis.

AUMENTO DA GASOLINA POSTO DE COMBUSTIVEIS ABASTECIMENTO


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