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Recolhimento na fonte é maior que o necessário

| 22/06/2014 | 00:10

A Receita vem recolhendo na fonte muito mais Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) do que seria necessário. É o que mostram os dados analisados pelo economista José Roberto Afonso, do Ibre-FGV. No ano-base de 2010, o último da série divulgada pela Receita Federal, o “excesso” chegou a R$ 25 bilhões. 

Os recolhimentos na fonte somaram R$ 97,3 bilhões, sendo que o imposto devido foi de R$ 72 bilhões. 

O dado surpreende e o próprio economista suspeita que possa haver algum problema metodológico na apuração. Mas, diz ele, essa prática pode estar funcionando – voluntariamente ou não – como uma forma de financiamento caro e de curto prazo para o Tesouro Nacional, em algo semelhante a financiamentos que as empresas tomam para seu capital de giro. 

As restituições pagas na declaração de 2011, ano-base 2010, foram de 66% sobre o valor pago. É um avanço forte em relação ao ano-base de 1998, quando o restituído foi 18% do recolhido. Essa proporção se manteve nesse nível, na casa dos 20%, até o ano-base 2005. Depois disso, mudou para um patamar bem mais elevado.


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